19 de abril de 2021

Commodities devem salvar superavit brasileiro, diz AEB

A AEB (Associação de Comércio Exterior do Brasil) revisou as estimativas de comércio exterior para 2011, com superavit subindo de US$ 26.10 bilhões para US$ 26.26 bilhões

A AEB (Associação de Comércio Exterior do Brasil) revisou as estimativas de comércio exterior para 2011, com superavit subindo de US$ 26.10 bilhões para US$ 26.26 bilhões. José Augusto de Castro, presidente da entidade, explicou que o que salvará o superavit comercial brasileiro este ano será o preço em alta de commodities. As importações e as exportações este ano devem crescer praticamente na mesma magnitude, respectivamente 20,2% e 21,1% contra 2010. Mas o cenário nos dois setores não poderia ser mais diferente. Enquanto as compras externas são impulsionadas pelo dólar fraco, as vendas externas são concentradas em commodities, que têm procura forte no mercado internacional. “Se não houvesse a boa demanda atual, as exportações teriam um cenário diferente”, afirmou.

Dependência perigosa

Castro alertou que, este ano, a dependência brasileira das exportações de commodities, que representam 71% do montante exportado, tornou-se cada vez mais visível. Ele observou que, apesar do aumento previsto para as vendas externas, três commodities devem responder por 35,7% das receitas totais de exportação do Brasil até o final do ano: minério de ferro, complexo soja, e petróleo e derivados.
No caso do minério, o produto deve responder por US$ 39.04 bilhões da receita, ou 15,96% dos ganhos totais do país com vendas externas este ano. Para o especialista, é alto o risco de uma “reprimarização” da economia brasileira, que pode voltar a se posicionar no mercado internacional apenas como fornecedor de matérias-primas. “O problema é que, se ocorrer algo no cenário externo, se a China reduzir sua demanda, não temos plano B”, alertou o executivo.

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