Comissão debate estudo sobre desmatamento

A pedido da Fieam (Federação das Indústrias do Estado Amazonas) e do Cieam (Centro das Indústrias do Estado do Amazonas), a Comissão de Revisão do Plano Diretor de Manaus, da CMM (Câmara Municipal de Manaus) realizou na sexta-feira, uma audiência pública no plenário da Câmara Municipal para debater o estudo “Impacto virtuoso do PIM (Polo Industrial de Manaus) sobre a proteção da Floresta Amazônia: Discurso ou Fato?”, realizado por pesquisadores das UFAM (Universidades Federais do Amazonas) e Pará (UFP), do IPEA (Instituto Piatam e do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) e patrocinado pela Suframa, Fundação Nokia e Instituto Piatam.
O estudo, que foi publicado e será lançado no dia 2 de setembro em Brasília, afirma que o PIM (Pólo Industrial de Manaus) contribuiu com 70% para a redução do desmatamento no Amazonas, Estado que apresenta um dos menores índices de devastação da floresta no país.
O resumo executivo do livro foi apresentado aos vereadores da CMM pelos pesquisadores e co-autores da obra professor Jose Alberto da Costa Machado e Alexandre Rivas.
O diretor-executivo e representante da Cieam, Ronaldo Mota, agradeceu a oportunidade que a Câmara deu para a apresentação do trabalho.

Preservação da Amazônia

“Sempre defendemos que o PIM contribui de forma significativa para a preservação do Amazonas na sua cobertura florestal, mas precisávamos de um estudo cientifico que comprovasse isso e com o apoio da Suframa, que comprou a idéia, e da Nokia do Brasil foi possível realizar o estudo”, destacou o diretor.
Para Ronaldo Mota o país precisa conhecer a importância do PIM para a preservação da Amazônia. “A Zona Franca não foi idealizada com esse objetivo, mas já que ela serviu para isso o Brasil tem que estar consciente disso”, declarou.
Para o diretor Executivo da Fieam, Flávio Dutra, o estudo é de extrema importância não só para a cidade de Manaus e para o Amazonas, mas para todo país.
“Vamos apresentar esse estudo que demonstra a importância do Polo Industrial de Manaus não só para a cobertura verde da região, mas para o seu desenvolvimento, para que à sociedade entenda um pouco melhor que o investimento que tem feito na forma de isenção fiscal tem sido muito bem utilizado para o setor”, declarou.

Pesquisadores destacam “Efeito PIM” na Amazônia

O estudo “Impacto virtuoso do Pólo Industrial de Manaus sobre a proteção da Floresta Amazônia: Discurso ou Fato?”, apresentado na CMM, foi realizado por pesquisadores nacionais e internacionais com o objetivo de demonstrar que o PIM contribui para a preservação da Amazônia. No estudo, os autores apresentam a preservação da cobertura florestal do Amazonas como conseqüência do chamado “Efeito PIM”.
De acordo com o professor José Alberto da Costa Machado, o Brasil e o mundo têm que pensar formas de compensar o Amazonas por manter a floresta preservada e mesmo assim crescer economicamente. “Quem compensará nosso Estado? A ONU, os países ricos?”, questionou Machado.
Para o pesquisador a maior contribuição pode ser feita através de uma política de agregação de valor aos produtos fabricados no Pólo de Manaus. “Se um produto sair com um selo dizendo que foi produzido no PIM com proteção da Amazônia, terá muito mais valor de venda em todo mundo”, afirmou.
De acordo com coordenador do estudo, professor Alexandre Rivas, a partir do trabalho virou “mantra dizer que o PIM protege a floresta”. Na sua apresentação, Rivas afirma que o PIM é uma força que atua contra a lógica do desmatamento na região. “O PIM tem influência na queda da taxa de desmatamento”, destaca. A essa influência os autores definem como “Efeito PIM na Amazônia”.
O estudo apresenta sugestões de compensações para a Amazônia como a criação de uma taxa internacional de compensação ambiental.

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