27 de fevereiro de 2021

Comissão avalia melhor remuneração do FGTS

Centrais sindicais e governo vão criar um grupo de trabalho para estudar formas de garantir uma maior remuneração para as contas do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço).

Para isso, será preciso encontrar um modelo que não prejudique os trabalhadores que compraram a casa própria com recursos provenientes do fundo.
“Vamos formar uma comissão especial com todos os representantes do fundo. Vamos discutir também todo o sistema de aplicações. Há quem defenda que a Caixa Econômica Federal tem um ganho muito grande”, afirmou o ministro Carlos Lupi (Trabalho), que em reunião com representantes das centrais sindicais.
As contas do FGTS são remuneradas pela TR (taxa referencial) mais 3% ao ano. Parte dos recursos do fundo é destinada para o financiamento de programas para aquisição da casa própria. Os mutuários que fazem parte desses programas pagam prestações que também levam em conta a TR mais uma taxa de juros, que varia de acordo com a renda familiar. Como a prestação tem uma vinculação com o FGTS, as centrais sindicais temem que uma mudança no cálculo da rentabilidade das contas do fundo aumente o valor que é pago mensalmente pelos mutuários.
Entre 1991 e julho deste ano essa fórmula garantiu que a remuneração das contas do FGTS ficasse cerca de 26% acima do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), segundo cálculos do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).
Para o presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, os cinco milhões de mutuários não serão prejudicados com a proposta que será feita, mas é importante garantir uma rentabilidade maior aos trabalhadores das contas vinculadas ao FGTS.

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