Em meio ao cenário de alta dos juros, inflação elevada e crédito restrito, os brasileiros mostraram menor apetite para as compras no país no ano passado e levaram o comércio a registrar o menor crescimento em 11 anos.
Dados preliminares da Seresa Experian indicam um avanço de 6,4% no varejo em 2013, ritmo mais baixo desde 2003, quando o avanço foi de 3,1%. O levantamento é feito com base nas consultas de lojas e varejistas ao cadastro da empresa.
Para os economistas da Serasa, o desempenho também foi afetado pela baixa confiança do consumidor e o ainda alto endividamento das famílias, que priorizaram o pagamento de dívidas no lugar de aquisição dos novos bens.
O consumo das famílias vinha sendo um dos principais pilares da economia brasileira nos anos 2000, como reflexo da melhora no emprego e da renda no país, e acelerado por política de incentivo do governo, como a desoneração de carros e eletrodomésticos.
Com mais bens e menor renda disponível, as famílias diminuíram o ritmo das compras. O Natal do ano passado foi o mais fraco dos últimos 11 anos. Economistas enxergam uma exaustão do consumo e apontam uma mudança no modelo de crescimento, que passará a ser mais impulsionado por investimentos em infraestrutura.
O segmento de supermercados, alimentos e bebidas foi o destaque positivo entre as categorias pesquisadas. Cresceu 6,4% e superou o ritmo do ano anterior (4,1%). Na outra ponta, ficou o grupo que reúne móveis, eletrodomésticos e equipamentos de informática, com crescimento de 3,1% ante 7,7% de 2012.
Houve desaceleração também em veículos e material de construção. As variações caíram de 4,7% para 3,8% e de 7,6% para 3,7%, respectivamente.
As lojas de roupas venderam 3,3% a mais, nível semelhante ao de 2012. Já a comercialização de combustíveis e lubrificantes ganhou fôlego no ano passado. Cresceu 4,5% e superou o resultado de 2012 (1,8%).

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