Comércio vive segundo semestre pior

“O orçamento das famílias está apertado até pelo fato de a massa real de salários ter se desacelerado”, disse Carlos Thadeu de Freitas, economista da CNC (Confederação Nacional do Comércio).
Para Freitas, o comércio vive um segundo semestre pior, mas deve fechar o ano ainda com um crescimento significativo -em torno de 8,5%. Se confirmada, será a melhor marca desde 2004 (9,3%).
‘Se o comércio parar de crescer, já tem assegurado hoje um incremento nas vendas de 8,2%, o que é ainda uma taxa muito elevada’, diz Freitas.
De acordo com o economista da CNC, a decisão do Federal Reserve de baixar os juros nos Estados Unidos deve influenciar positivamente o setor. É que a redução tem impacto na taxa de câmbio brasileira, que tende a retomar uma trajetória de queda. “O dólar mais barato é bom para o comércio. Neste ano, será o Natal dos importados”, afirmou.
A grande incógnita, avalia, é a pressão dos alimentos, que preocupa economistas em escala mundial por causa da extensão do choque. Novos aumentos serão ruins para o varejo, pondera.
A decisão do Banco Central quanto à continuidade da política de corte de juros também deve repercutir no comércio. “A redução dos juros nos EUA é positiva e indica que o BC exagerou na ata do Copom. A economia não está muito aquecida e, com a queda esperada do câmbio, há espaço para novos cortes”.

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