COMÉRCIO – Varejo vende menos no final de 2011

No último mês de 2011, o balanço das vendas de final de ano revelou um desempenho inferior do comércio varejista em Manaus na comparação com o mesmo período do ano anterior. De acordo com dados divulgados pela CDL-Manaus (Câmara de Dirigentes Lojistas de Manaus), o incremento foi de 8% em dezembro contra os 11,8% conquistados no ano anterior.
Já no acumulado do ano, os lojistas manauaras expandiram as vendas em 5,92%, percentual que se encaixa na previsão feita pela entidade de um acréscimo entre 5,5% e 6%. “As vendas ficaram dentro do crescimento esperado, já levando em consideração os efeitos que desestabilizaram a economia no ano passado que exigiram maior controle inflacionário e um significativo aperto no crédito”, avaliou o presidente da entidade, Ralph Assayag.
Por trás dos fatores citados pelo dirigente estão os aumentos seqüenciais da Selic (taxa básica de juros) no decorrer do ano que de acordo o vice-presidente da Fecomercio (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Amazonas), Aderson Frota levaram ao crescimento de outro índice importante para o varejo – a inadimplência.
Manaus terminou o ano com 7.447 pessoas na lista do SPC (Serviço de Proteção ao Crédito) e índice de inadimplência de 3,1% em dezembro, ainda segundo informações cedidas pela CDL-Manaus. O desempenho foi inferior ao de igual período de 2010, quando o percentual registrado foi de 2,8%.
Ralph Assayag destacou que apesar de a campanha de inadimplência do órgão ter sido finalizada em novembro, entre o dia 15 e 20 de dezembro, ainda havia muitas lojas negociando na tentativa de aumentar o número de consumidores adimplentes.
Para ele, a negociação maior foi facilitada pelo adiantamento do 13º salário e por um grande empenho dos lojistas, o que teria possibilitado a mais de 51 mil consumidores restituírem sua capacidade de crédito. “Apesar do resultado levemente superior ao de 2010, consideramos esse índice administrável e ele só não pôde ser menor porque o ano passado exigiu esforços por conta da crise mundial. Mas estamos tranqüilos, uma vez que o alerta só é dado quando a barreira dos 3,5% de ‘nomes sujos’ é ultrapassada”, informou.

Cenário positivo

Apesar de terminar o ano com a inadimplência um pouco acima do esperado e com um resultado de vendas inferior ao previsto para dezembro, o cenário para 2012 é considerado positivo.
“As expectativas são boas com a oferta de crédito aumentando e a inflação, que fechou dentro da meta, deixando de ser um dos grandes motivos de preocupação do Governo Federal. Além disso, os investimentos cresceram, o país estreou janeiro com a boa noticia de ter ultrapassando a Inglaterra figurando agora como a sexta maior economia do mundo e o governo federal acena com grandes recursos e uma boa perspectiva de empregabilidade”, enumerou Aderson Frota.
Ele explica que deverá haver uma desaceleração do comércio no primeiro trimestre, mas que o evento é natural, decorrente do período de férias e pré-carnaval.
“A partir de março vamos arregaçar as mangas com vários pontos favoráveis para um ano mais frutífero para o comércio local”, encerrou.

Qual sua opinião? Deixe seu comentário

Gostou do Conteúdo? Assine nossa Newsletter

Compartilhe:

Facebook
Twitter
LinkedIn
Telegram
WhatsApp
Email

Compartilhe:

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no telegram
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no email