Comércio tem ligeira recuperação

Resultado do varejo no semestre registrou pequeno avanço, apesar da queda verificada até abril pelo IBGE

Com um cenário externo não muito favorável, o comércio amazonense ainda sofreu, no primeiro semestre de 2013, os reflexos da crise econômica mundial. Segundo o presidente da Associação Comercial do Amazonas (ACA), Ismael Bicharra Filho, os maus resultados registrados a partir de ano passado reduziram as expectativas de vendas para este ano. Ainda segundo ele, os números de vendas no período acabaram confirmando a tendência.
“Nós já estávamos esperando um primeiro semestre ruim, como ele está sendo. Nós estamos vivendo uma crise mundial, com dólar se fortalecendo e as outras moedas enfraquecendo. Isso provoca uma quebradeira geral. Nós já esperávamos ter, por esses fatores de redução de PIB mundial, ter um comércio não tão bom como os anos anteriores”, disse.
Mas apesar dos maus resultados, o desempenho do comércio no primeiro semestre apresentou uma ligeira recuperação em relação ao mesmo período do ano passado.
De acordo com dados da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgados ontem pelo IBGE, em abril, o Índice de Volume de Vendas do comércio amazonense caiu pela primeira vez em 2013, alcançando -0,63% na comparação com igual mês do ano anterior.
O gerente de disseminação de informação do IBGE, Adjalma Nogueira, explica que o indicador é reflexo da queda nas vendas do comércio local incentivado por diversos fatores conjunturais de momento.
“Tradicionalmente abril é um mês fraco para o comércio uma vez que não traz atrativos de feriados que potencializam as compras. Também é um mês em que as pessoas estão saindo dos compromissos assumidos no ano anterior. No entanto, o aumento nos preços que geram inflação e o endividamento da população impede novas compras”, afirmou.
Ainda pelos dados da PMC, no acumulado do Volume de Vendas no ano de 2013, o comércio vinha se recuperando bem depois de um fraco desempenho em 2012. Mas com a queda de abril, o índice reduziu um pouco ficando em 1,17%. Já a variação dos últimos doze meses ficou em 2,65% bem abaixo da registrada em abril/12 (5,67%).

Expectativas

Depois de um ano e meio amargando baixos índices de venda, a expectativa para o segundo semestre de 2013 é positiva. Como o lançamento do programa Minha Casa Melhor na última quarta-feira pela presidente Dilma Rousseff, o comércio espera a injeção de R$ 20 bilhões para serem gastos com eletrodomésticos e utilidades. O presidente da ACA acredita que este montante dará um novo fôlego para comércio local – principalmente com a proximidade de grandes eventos, como a Copa do Mundo de 2014.
“Nós estamos acreditando muito em uma alavancada sensível nas vendas a partir deste terceiro trimestre e possivelmente isso deve continuar até o próximo ano. O programa (Minha Casa Melhor) criou facilitadores para milhares de famílias para gastarem em eletrodomésticos que possivelmente serão televisores, rádios, computadores já influenciados pela Copa. Foi um tiro em uma hora muito precisa e que, na verdade, há muito tempo estávamos precisando”, disse.
Para Ismael Bicharra Filho, o país está fazendo o dever de casa para aumentar o consumo interno e minimizar os efeitos da crise mundial no comércio, exatamente como a China fez no ano passado quando soube que o seu PIB iria reduzir.
“A China deu diferenciais para alavancar o consumo interno, enquanto atravessava uma crise externa. Se existem problemas externos, vamos alavancar as vendas internas. Aí criamos um equilíbrio. Estamos indo no caminho certo”, garantiu.

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