Comércio registra crescimento de 9,9% no primeiro semestre do ano

As vendas do comércio varejista fecharam o primeiro semestre de 2007 com crescimento de 9,9% mais do que os 5,7% registrados em igual período de 2006. Foi a melhor marca semestral desde o início da pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), em 2001, e supera a expansão de 9,3% dos seis primeiros meses de 2004, ano de forte expansão econômica (5,7%).
Para Reinaldo Pereira, economista da coordenação de Serviços e Comércio do IBGE, a “conjuntura econômica favorável” impulsionou o varejo. Entre fatores positivos, citou juros mais baixos, prazos mais longos de financiamento, renda, emprego e massa salarial em alta e inflação controlada.
Segundo ele, a desvalorização do dólar também teve “papel importante” para estimular o setor, ao baratear produtos importados.

Com tal cenário, o comércio varejista cresceu em todos os seis primeiros meses do ano na comparação livre de influências sazonais com os meses imediatamente anteriores. Em junho, a expansão foi de 0,4% -em maio, havia sido de 0,6%.
Na comparação com junho de 2006, as vendas subiram 11,8%. Entre os setores com mais peso no varejo, o melhor desempenho ficou com móveis e eletrodomésticos, beneficiado por prazos mais longos de financiamento e crédito em expansão. As vendas subiram 16,5% no primeiro semestre.
No caso de híper e supermercados e demais lojas de alimentos, setor que segue o comportamento da renda, a expansão ficou em 7%, abaixo da média.
De acordo com o economista Carlos Thadeu de Freitas, da CNC (Confederação Nacional do Comércio), o “descompasso” entre os dois setores acontece porque o crédito se expandiu a uma taxa superior à massa salarial no primeiro semestre -13,1%, ante 6,4%. Os dados do comércio, diz, surpreenderam positivamente e vão impulsionar o PIB do segundo trimestre.

No começo do ano, as previsões indicavam para uma expansão de 6,5% do varejo. Agora, indicam alta de 9% em 2007.
O câmbio favorável às vendas de importados, segundo Freitas, explica, em parte, esse desempenho melhor do que o previsto. Justifica ainda o descolamento entre a produção de indústria – alta de 4,8% no primeiro semestre – e as vendas do comércio, cuja demanda está sendo atendida parcialmente por importações.
Para o Iedi (Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial), os dados do varejo mostram que o consumo interno cresce a uma velocidade maior do que a produção, porque a valorização do real retirou “competitividade” da indústria.

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