Comércio prevê queda de vendas

A ACA (Associação Comercial do Amazonas) não está otimista em relação ao faturamento do comércio durante a realização da Copa do Mundo em Manaus. A constatação é do presidente Ismael Bicharra. Ele acredita que as atuais conjunturas política, econômica e social do país podem ter influência negativa no consumo durante o mundial. Em uma crítica ao governo Dilma, Bicharra afirma que todo o setor empresarial está extremamente receoso, não só pelos protestos que estão eclodindo, mas por toda a desaceleração da economia
“A gente percebe uma revolta muito grande da população. Isso faz com que haja protestos desta forma como está havendo. As empresas estão tendo que fechar suas portas e liberar os seus funcionários mais cedo, criando uma incerteza muito grande ao país. Hoje nós estamos com um país fragilizadíssimo. Hoje os juros estão cada vez mais altos, a inflação cada vez mais alta e o crescimento cada vez mais baixo, em um período que nós deveríamos estar festejando. A gente vê que não existe nenhuma preocupação, principalmente do governo federal, que está mais preocupado com as eleições do que com o legado desta Copa”, sentenciou.
Para o presidente da ACA, o grande beneficiado com a realização do mundial será o setor de serviços – puxado principalmente pelos transportes, hotéis, bares e restaurantes.
“O mês de junho é uma incógnita. O comércio em si vai ter queda nas vendas porque o dinheiro é limitado. Ou ele vai para um lado, ou vai para o outro. O comércio tradicional em si deve ter queda em relação aos anos anteriores. É preciso que se faça um movimento em cima disso e algumas ações com foco em vendas para que não haja um prejuízo grande”, acredita.
Ainda segundo Bicharra, o prejuízo só não será maior porque o município decretou ponto facultativo ao invés de feriado – como desejava o governo federal – nos dois dias úteis de jogos em Manaus. Ele lembra que, caso fosse decretado feriado, o comércio ficaria obrigado a fechar as portas durante toda a terceira semana de junho, já que além do jogo em gramados amazonenses, a seleção brasileira também joga, e há o feriado de Corpus Christi.
“Não há preocupação em relação ao ponto facultativo porque isto foi um pedido nosso. A grande preocupação do setor comercial era porque o governo federal queria decretar feriado. Sendo feriado nós não poderíamos negociar com os sindicatos. Quando o prefeito sanciona ponto facultativo, nos dá condições de negociar com os sindicatos as condições inclusive em relação ao horário de funcionamento. Seria um absurdo o comércio ficar todo fechado nos dias da copa. Isso criaria um prejuízo gigantesco”.

Dia das Mães teve crescimento
Caso as previsões pessimistas se confirmem, será o quinto resultado negativo nos seis primeiros meses do ano. De acordo com a ACA, o mês de maio foi o único que apresentou saldo positivo no comércio, influenciado principalmente pelas vendas do Dias das Mães que, contrariando a tendência nacional de queda, tiveram crescimento real médio entre 4% e 5%, o que nominalmente significa ganho de aproximadamente 3%. Mas nem mesmo este resultado positivo foi suficiente para cobrir o prejuízo acumulado nos quatro primeiros meses de 2014.
“Os três primeiros meses foram muito ruins, e o quarto mês foi pior ainda. Em maio houve uma melhora sensível. Tivemos um excelente dia das mães. Devemos ter um crescimento em relação ao ano passado –embora não cubra, em termos percentuais, o prejuízo dos quatro primeiros meses”, disse Bicharra.

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