Comércio pessimista com semestre

O desempenho positivo do comércio em março apontado pela pesquisa da Fecomércio-AM (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Amazonas) divulgada ontem, não animou os representantes do setor em Manaus.
O incremento foi de 7,37% no faturamento e de 7,12% nas vendas brutas sobre o mesmo mês do ano passado. Já na comparação com fevereiro, o acréscimo no faturamento e nas vendas foi de 6,06% e de 6,63%, respectivamente.
Ainda assim, segundo eles, a perspectiva é de queda considerável no faturamento em abril, se agravando em maio e junho com os reflexos da enchente recorde que atinge principalmente o centro da cidade.
“É claro que se compararmos com fevereiro, março foi melhor. Mas não podemos nos enganar. Fevereiro foi um mês curto, com 14 dias úteis apenas, e por isso o resultado de março foi positivo. Sobressaiu-se sobre um mês ruim. Além disso, o Carnaval do ano passado foi em março, sazonalidade que justifica a vantagem do resultado de março deste ano”, esclareceu o vice-presidente da Fecomércio-AM, Aderson Frota.
Mesmo sem os resultados de abril, ele adianta que foi fraco, pelo feriado da Semana Santa que emite muitos turistas para fora da cidade e pelo faturamento da Páscoa, abaixo do esperado. Já em maio e junho, os efeitos deverão sentidos e diversos setores em função da cheia, especialmente sobre os alimentos vendidos no atacado.
O economista avalia que um prognóstico positivo está cada vez mais difícil. “Os juros caíram, mas o aquecimento esperado nas vendas não chegou, mesmo com a oferta de crédito tendo subido 1,7% em março”, afirmou.

Empregos

Para os empregos, a expectativa é ainda pior. O Sindicato dos Empregados no Comércio do Amazonas estima que, apesar dos esforços para segurar os cargos ocupados, pelo menos mil funcionários do comércio devem ser desligados em consequência do período de cheias.
De acordo com o vice-presidente do sindicato, José Ribamar do Nascimento, novas contratações devem ocorrer apenas no final de junho. “O crescimento em março foi de 1%. Agora é zero. Queremos segurar os empregos, mas não estamos vendo alternativa”, lamentou.

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