Comércio no Amazonas têm alento em fevereiro, aponta pesquisa do IBGE

As vendas e a receita nominal do comércio varejista do Amazonas voltaram a avançar em fevereiro, com números mais fortes do que os do mês anterior e bem acima da média nacional. Segmentos dependentes de crédito, como veículos e material de construção, contudo, subiram sem o mesmo vigor. Os dados são da pesquisa mensal do IBGE sobre o setor, divulgada nesta terça (7), e mostram um retrato ainda promissor e não impactado pela crise do Covid-19. 

Depois de avançar 1,9% na virada de dezembro de 2019 para janeiro de 2020, o varejo amazonense subiu mais 3,5%, na passagem para o segundo mês deste ano. Em relação a fevereiro de 2019, a elevação foi ainda maior do que a do levantamento anterior (+10,5%) e desta vez escalou 13,6%. O setor também fechou no azul nos  acumulados do ano (+12,3%) e de 12 meses (+10,2%). 

A expansão mensal das vendas fez o Estado disparar do quinto para o segundo lugar no ranking de desempenho das 27 unidades federativas do Brasil, com resultado bem acima da média nacional (+1,2%). Só perdeu para Tocantins (+15,1%) e ficou bem à frente de Minas Gerais (+2,7%). As quedas mais significativas se situaram em Amapá (-3,8%), Ceará (-1,7%) e Rondônia e Sergipe (ambos empatados com -0,5%). 

A receita nominal do setor – que não considera a inflação do período – avançou 2,7% entre janeiro e fevereiro, repetindo o número da sondagem anterior. No confronto com fevereiro de 2019, o varejo do Amazonas saltou 21,4%. O saldo foi positivo também para o bimestre (+20,4%) e para o acumulado de dos últimos 12 meses (+14,2%). 

A receita nominal registrada entre janeiro e fevereiro também fez o Amazonas segurar a terceira colocação pelo segundo mês seguido, em um patamar bem acima da média nacional (+1%). O Estado só perdeu para Tocantins (+17,9%) e Minas Gerais (+4,1%) nesse cenário. Em sentido contrário, Amapá (-2,3%), Rondônia (-1%) e Ceará (-0,9%) figuraram no rodapé da lista.

Veículos e construção

O varejo ampliado do Amazonas – que inclui veículos e suas partes e peças, bem como material de construção – teve desempenho mais comparativamente mais tímido. Cresceu 0,7% em relação a janeiro de 2020, subiu 9,3% no confronto com fevereiro de 2019 e acumulou altas de 9,6% no bimestre e de 7,2% em 12 meses. As médias nacionais foram +0,7%, +3,3% e +3,4% e +3,6%, respectivamente.

Já a receita nominal do varejo ampliado subiu 1,1% em relação a janeiro de 2020, mas escalou 14,7% no confronto com fevereiro de 2019. No bimestre, o aumento foi de 15,2% e em 12 meses, de 11,1%. O varejo amazonense superou o nacional em todas as comparações. Os respectivos números brasileiros foram +0,9%, +6,5%, +6,5% e +6,1%, no período.

Antes da quarentena

Em sua análise para o Jornal do Commercio, o supervisor de disseminação de informações do IBGE-AM, Adjalma Nogueira Jaques, observa que fevereiro já registrava a segunda taxa positiva no ano para o varejo amazonense e que as evoluções anuais fortaleciam expectativas de um cenário ainda mais positivo para o setor, nos próximos meses.

“O comércio normal e o ampliado estavam em crescimento pelo segundo mês consecutivo. Em fevereiro, o acumulado do ano atingiu seu melhor resultado em 12 meses. As influências de fevereiro foram a redução da inflação, aumento da massa de rendimentos e queda na taxa de desocupação. Estamos realizando a pesquisa junto às empresas através de telefone e internet. No próximo mês, divulgaremos os resultados de março já com a influência da pandemia e da quarentena, algo inédito para a pesquisa”, afiançou.

Pandemia e fechamento

Em conversa com o Jornal do Commercio, o presidente em exercício da Fecomercio-AM (Federação do Comércio de Bens e Serviços do Estado do Amazonas), Aderson Frota, também lembrou que o varejo trilhava um caminho de retomada, favorecido pelos ganhos de vendas nas datas comemorativas do fim de ano e o fortalecimento das perspectivas do setor, que esperava avançar entre 5% e 6%, neste ano.  

“Em março tivemos o grande baque da pandemia e as medidas de restrição os governos para evitar sua propagação e a pane nos sistemas de saúde. Só devemos ter os números de março lá pelo dia 20 de abril, em função das dificuldades de coleta de dados e a necessidade de reorganização. Mas imagino que o resultado ainda não vai dar ideia da curva de queda na qual estamos. Creio que vamos cair uns 50%”, arrematou. 

Fonte: Marco Dassori

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