10 de agosto de 2022
Prancheta 2@3x (1)

Comércio fecha mês de junho com retração de 3,21% nas vendas

Seguindo as previsões feitas anteriormente por lojistas e empresários do setor, o comércio fechou junho com variação negativa no faturamento (-3,74%) e nas vendas brutas (-3,21%) em relação a maio

Seguindo as previsões feitas anteriormente por lojistas e empresários do setor, o comércio fechou junho com variação negativa no faturamento (-3,74%) e nas vendas brutas (-3,21%) em relação a maio. Na comparação com o mesmo período do ano passado, o desempenho foi ainda pior. Os dois índices despencaram com queda de 11,37% e 10,83%, respectivamente, de acordo com dados divulgados pela Fecomércio-AM (Federação do Comércio do Estado do Amazonas).
Os maus resultados, segundo o vice-presidente da Federação, Aderson Frota, podem ser explicados pela menor apelo comercial em relação a maio, considerado o segundo melhor mês para o varejo, e pela instabilidade da situação econômica no primeiro semestre em relação ao ano passado, com a aplicação das medidas macroprudenciais de combate à inflação, além do quadro econômico mundial. “No entanto, acredito que o principal ‘freio’ foi mesmo o nível de inadimplência que não arrefeceu até o momento”, constatou.
De acordo com ele, o valor da dívida per capita está diminuindo. O fator preocupante seria a quantidade de inadimplentes que não para de crescer.
Já o titular do Corecon–AM (Conselho Regional de Economia do Amazonas), Edson Fernandes, acredita que não se pode responsabilizar a inadimplência de forma majoritária. “A soma desse com outros fatores como juros altos, que em junho estavam em plena expansão, a própria sazonalidade que envolve a data e o nível de endividamento do consumidor, formam o quadro que justifica o resultado do mês”, argumentou.
Dinheiro de plástico
A pesquisa apontou ainda que o pagamento a vista representou 52,4% das vendas no mês, em especial na compra de bens não duráveis. Mesmo assim, Aderson Frota defende que o uso do cartão de crédito é uma tendência cada vez mais forte. “Para muitas pessoas, o cartão é mais fácil de controlar. Quando o consumidor não tem dinheiro ele pode optar pelo cheque especial, mas devido aos altos juros cobrados, a preferência ainda é o ‘dinheiro de plástico’ – cartão de crédito –”, frisou.
Para os próximos meses, os representantes das entidades preveem um crescimento no varejo, porém em ritmo mais lento. Segundo Frota, o que trará novo ‘gás’ para o setor será o Dia das Crianças, “data que para nós é mais proveitosa que o Dia dos Pais e o Dia dos Namorados, por exemplo”, opinou.

Outros dados

– A folha de pagamento teve variação negativa de 0,55% quando comparada com o mês passado e de 0,52% no confronto com o mesmo período de 2010.
– O índice de estoque também apresentou queda de 6,61% frente a maio. Na comparação com junho do ano passado a queda foi ainda maior, com índice de 17,08%.
– Apenas o nível de emprego no setor se manteve estável, com variação positiva de 0,02% sobre maio impulsionado pelo comércio de materiais de construção e bens duráveis e de 0,15% no confronto com junho de 2010, com destaque para o comércio de bens duráveis e comércio automotivo.

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