Comércio fecha 192 lojas de janeiro a abril

A queda nas vendas do comércio varejista no Amazonas provocou o fechamento de dezenas de estabelecimentos comerciais na região. De janeiro a abril deste ano, aproximadamente 192 lojas do setor fecharam as portas no Estado, conta o empresário e presidente da Assembleia Geral da ACA (Associação Comercial do Amazonas) Ismael Bicharra Filho.
De acordo com Bicharra, todos os segmentos do comércio varejista foram afetados com a crise e o Amazonas sofre duplamente com o atual cenário econômico. “Com o aumento do desemprego, automaticamente diminui o poder de compra da população e quando o polo industrial não vai bem, o comércio sente de imediato”, avalia.
Segundo ele, a taxa de inadimplência no país beira os 50%, contribuindo para os números negativos no comércio. “Metade dos brasileiros deve e não consegue pagar suas dívidas, o que inibe o consumo”.
Dados do IBGE, divulgados neste mês, apontam o Amazonas entre os Estados com variações negativas para as vendas no comércio varejista com retração de 1,6%. Em comparação com o mesmo período de 2015, a redução de vendas alcançou 14,3%. O Amapá lidera a lista com uma queda de 15,1%, seguido de Rondônia (-14,7%). No comércio varejista ampliado, que inclui atividades de veículos, motos, partes e peças e materiais de construção, foi registrada redução em todos os Estados.
Diante desse cenário recessivo, a confiança do consumidor ficou abalada, explica Bicharra. Segundo ele, a taxa está abaixo do índice nacional. “O consumidor não sabe como investir nessa situação e o próprio empresário como empregar. As eleições devem dar um novo ar e assim espera-se renovar a confiança dos eleitores no cenário político e econômico do país”, analisa.
Para Bicharra a economia brasileira deve ser recuperada apenas no segundo semestre de 2017. “Pela nossa análise, mesmo com os indicadores negativos, o cenário do comércio que estava em queda livre parou e está equilibrado. Mas veremos mudanças a longo prazo, devido 2016 ser considerado um ano muito difícil”, disse. Segundo o IBGE, o Estado ainda foi o que teve a maior queda no Setor de Serviços em abril quando comparado com o mesmo período de 2015, alcançando 15,3% na redução no volume de atividades.

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