Comércio exterior desacelera em 2007

É que as exportações, repetindo a dose do ano anterior, aumentaram 16,6% em 2007 (16,6% em 2006), chegando a US$ 160,6 bilhões

O saldo do comércio exterior brasileiro em 2007, de US$ 40 bilhões, foi menor em cerca de US$ 6 bilhões com relação a 2006 (US$ 46,3 bilhões).

O resultado deve ser considerado como positivo porque ocorre mesmo com as importações tendo alcançado US$ 120,6 bilhões, com um crescimento em valor de US$ 29,2 bilhões e em termos relativos chegou a 32%. É que as exportações, repetindo a dose do ano anterior, aumentaram 16,6% em 2007 (16,6% em 2006), chegando a US$ 160,6 bilhões, variação em valor que somam US$ 23 bilhões.

Tal dimensão para o dinamismo das exportações se explica pela conjuntura internacional que, a despeito da crise imobiliária dos EUA no segundo semestre do ano, ainda favoreceu o comércio internacional e a manutenção de preços muito vantajosos para as commodities. Melhores preços, muito mais do que aumento de quantum, explicam a evolução das exportações em uma proporção de aproximadamente dois para três.

Do lado das compras do exterior, maiores preços em combustíveis e em produtos de matérias-primas e bens intermediários também ocorreram, mas para o aumento geral das importações os preços pesaram muito menos do que o quantum, numa proporção de um para cinco.

É possível que o novo contexto da economia mundial não permita que os preços internacionais voltem a crescer em 2008 nos níveis dos últimos anos, e esse é um importante fator que deve ser levado em conta na formação das expectativas para o resultado comercial brasileiro em 2008.

Visto desse ângulo, o superávit comercial deverá acusar mais do que em 2007 os efeitos de uma dinâmica muito mais acentuada do lado do quantum das importações do que do lado das exportações.

Esse descompasso de ritmos de evolução vem sendo uma resultante não somente do crescimento mais forte da economia brasileira, mas também deriva da valorização do real. A menos que a crise internacional se agrave muito além das expectativas, a paralisação das reduções da taxa de juros interna desde outubro e os sinais de que o Banco Central possa mesmo elevar a taxa Selic, em um contexto de queda das taxas de juros nos EUA, devem manter a situação de sobrevalorização do real.

Uma análise do desempenho dos últimos meses de importações versus exportações pode também dar subsídios sobre o comércio exterior em 2008.

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