Comércio entre Alemanha e Brasil vai atingir US$ 13 blilhões

A corrente de comércio entre Brasil e Alemanha, que neste ano deve chegar a US$ 13 bilhões, tem condições de alcançar os US$ 20 bilhões em 2009, um crescimento de 54%, por meio do aumento principalmente das exportações alemãs de máquinas, equipamentos e serviços para as obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e também das vendas de produtos industrializados brasileiros de maior valor agregado, como aviões, celulares e automóveis.

A estimativa foi feita na terça-feira por representantes do governo e da iniciativa privada no último dia do Encontro Econômico Brasil-Alemanha 2007, promovido pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) em Blumenau, Santa Catarina.

Durante a reunião da Comissão Brasil-Alemanha de Cooperação Econômica, organismo único no Brasil de relações entre governos e empresários de dois países, o secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Ivan Ramalho, levantou o número. “O valor sinalizado pelo secretário foi avaliado por todos como perfeitamente factível”, relatou o subsecretário-geral de Cooperação e Promoção Comercial do Itamaraty, Ruy Nunes Pinto Nogueira.

No ano passado, a corrente de comércio entre os dois países foi de US$ 12,194 bilhões. “Neste ano as exportações do Brasil para a Alemanha estão crescendo em torno de 25% e as alemãs para cá, cerca de 28%. Então, neste ano vamos ter um comércio bilateral de US$ 13 bilhões. Com as obras do PAC e o aumento das vendas de produtos industrializados brasileiros, com certeza alcançaremos esse valor”, disse Nogueira.

O chefe da delegação empresarial alemã presente ao Encontro Econômico Brasil-Alemanha 2007, Uriel Sharef, da Siemens SG, afirmou que existem excelentes oportunidades de investimentos para empresas germânicas em todo o país, principalmente por conta do PAC. “Podemos participar das obras, mas também vender os equipamentos para outras empresas fazerem outros projetos”, disse.

O secretário de Estado alemão, Bernd Pfaffenbach, fez coro. “São cerca de 180 bilhões de euros de investimentos nos próximos três anos que o Brasil vai fazer em infra-estrutura. Não podemos ficar de fora”, destacou.

Negócios devem ser ampliados

O aumento do comércio exterior entre Brasil e Alemanha é um dos resultados que podem ser gerados a partir de um evento como o Encontro Econômico Brasil-Alemanha 2007, promovido pela CNI e pela congênere alemã BDI (Bundesverband der Deutchen Industries).
A cooperação em outras áreas, como as de tecnologia, energia renovável, biocombustíveis, capacitação tecnológica, logística, pesquisa e desenvolvimento, também foi amplamente discutida nos três dias de evento.

Um acordo entre o Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial) e o instituto alemão Fraunhofen, de fluxo de materiais e logística, foi mostrado no evento.

Os alemães ajudarão a formar técnicos em logística para as empresas brasileiras, no Centro Nacional de Referência em Logística, na Bahia, e em outros sete núcleos nos Estados de Mato Grosso do Sul, Maranhão, Pernambuco, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Além disso, o Encontro Econômico Brasil-Alemanha 2007 proporcionou também aos empresários brasileiros e alemães excelentes oportunidades de negócios e de estreitamento de relações.

Segundo relato do embaixador Ruy Nunes Pinto Nogueira, diversos acordos nas áreas de eficiência energética, geração de energia eólica, geração de energia solar e de produção de biocombustíveis foram fechados. O encontro deste ano foi o maior entre as 25 edições, com 1.858 inscritos, dos quais 267 eram empresários germânicos e representantes do governo alemão.

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