2 de março de 2021

Comércio eleva em 43,79% estoques para atender demanda de festas de fim de ano

O nível de estoque das empresas de comércio varejistas de Manaus cresceu 43,79% na comparação entre julho deste ano e o mesmo mês de 2008

O nível de estoque das empresas de comércio varejistas de Manaus cresceu 43,79% na comparação entre julho deste ano e o mesmo mês de 2008. O alto índice de produtos acumulados no início do segundo semestre se deve à preocupação dos lojistas em atender com folga as expectativas de vendas de final de ano. Os números são da última pesquisa da Fecomércio/AM (Federação do Comércio do Estado do Amazonas) e apresentam os dados mais recentes sobre a compra antecipada de mercadorias com vistas à comercialização nas duas datas comemorativas que enceram o calendário comercial do ano – Dia das Crianças e Natal.
A pesquisa realizada pelo IFpeam (Instituto Fecomércio de Pesquisas Empresarias do Amazonas) e denominada “Sondagem Conjuntural do Comércio Varejista da Cidade de Manaus” foi tabulada com informações recebidas po meio de questionários aplicados aos comerciantes mensalmente.
Considerando o comércio em geral, houve aumento de 8,28% nos estoques, no período entre junho e julho deste ano. Dentro do setor de bens duráveis que apresentou estocagem geral de 5,24%, as lojas de departamento lideraram o ranking com 33,79 pontos percentuais, sucedido pelas óticas que marcaram 34,12% no nível de compra prévia de mercadorias. Os segmentos que tiveram as maiores baixas foram cine-foto-som (34,53%) e informática (11,44%).
“O crescimento de estoque é um indicativo claro que as empresas começam a se antecipar para as vendas de fim de ano. Isso já era esperado devido a retomada da atividade industrial e os sinais visíveis da retomada da atividade comercial local como resultado do início da recuperação da crise financeira mundial”, avaliou o economista responsável pela pesquisa, José Fernando da Silva.

Empresas especializadas

As empresas especializadas no comércio de materiais de escritório, livraria e papelaria elevaram em 22,55% o capital aplicado em produtos. As lojas que vendem tecidos não ficaram atrás com aumento de 20,61%. No geral, os bens semiduráveis, onde se enquadram estas duas categorias, somaram 13,73% do total estocado no comercio varejista.
O quadro positivo não foi acompanhado pelos bens não-duráveis que acumularam apenas 2,49% a mais de produtos. Os empreendimentos de combustíveis e lubrificantes tiveram retração de 1,99% e os supermercados marcaram queda de 10,13%. Farmácias, drogarias e lojas de perfumarias estocaram 19,12% a mais em julho deste ano, em comparação ao mesmo mês do ano passado.

Novos empreendimentos impulsionam o segmento

Pela análise da ACA (Associação Comercial do Amazonas) a chegada de pequenas lojas ao Centro, a abertura de franquias e a instalação de novos centro de compras na cidade, impulsionaram a boa expectativa dos comerciantes sobre o crescimento nas vendas a partir de outubro, o que gerou a elevação das compras antecipadas do setor.
“A associação acredita que as vendas natalinas deste ano irão superar em 25% as do ano passado. Inclusive, temos orientado os empresários para manter as promoções e alongar os prazos de pagamento para garantir a concretização dessa estimativa”, afirmou o presidente da ACA, Gaitano Antonaccio. O dirigente acrescentou que espera incremento de 2.000 vagas temporárias nos meses de novembro e dezembro.

Mercado veicular

O mercado veicular composto pelas concessionárias de veículos e lojas de autopeças e acessórios estocou 7,84% a mais. Sobre este valor, as concessionárias são responsáveis por 22,43%, enquanto as empresas de peças de reposição e adereços automotores ficaram com 4,17% da quantidade de produtos comprados previamente. Com um número levemente superior, as empresas que vendem materiais de construção ficaram com estoques em 9,79%.
O presidente da Fecomércio/AM, Roberto Tadros, aposta numa recuperação da crise financeira mais rápida para o comércio. “Diferente do que ocorre na indústria, que ainda caminha a passos lentos para a saída da atual crise mundial, no comércio, em especial o do Amazonas, os níveis de vendas e estoques aumentaram consideravelmente desde o final do primeiro semestre. Na época, as pesquisas da federação já previam números positivos para os próximos meses”, declarou Tadros.
A conclusão da pesquisa do IFpeam é que o incremento nos estoques mostra a preparação das empresas para atender todos os clientes, sem paralisar o seu capital, e, ao mesmo tempo, armazenar produtos suficientes para garantir as vendas e repor os produtos para o consumo do dia-a-dia.

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