Comércio eleva em 0,04% nível de emprego em junho

O nível de emprego do comércio varejista teve variação positiva de 0,04% em junho, sobre maio deste ano. A avaliação positiva é da Fecomércio/AM (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Amazonas).
De acordo com o eco­nomista responsável pela pesquisa, José Fernando Silva, a grande quantidade de promoções feitas pelas lojas no Dia das Mães, Dia dos Namorados e Dia dos Pais, contribuiu para a estabilização da empregabilidade em Manaus.
“A manutenção da taxa de juro favorável e a queda do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para alguns produtos favoreceu a concessão de crédito para compras a prazo e estimulou as indústrias a produzirem mais, mantendo, assim, os empregos nas fábricas e nas lojas”, explicou Silva.
O economista lembrou que a pesquisa de Fecomércio aponta “leves crescimentos” durante todo o ano e já era esperado que a quantidade de empregos se mantivesse positiva. “Tudo indica que a variação positiva de empregabilidade continuará crescente, ou no mínimo estável, e poderá ser aquecida em dezembro, com as vendas no período do Natal”, declarou Silva.

Tímido crescimento

Para o superintendente regional do trabalho no Amazonas, Dermilson Chagas, “o crescimento tímido era aguardado, pois a ritmada elevação da empregabilidade no varejo deste ano apontava para isso”.
Chagas disse acreditar que a população aprendeu a economizar e investir na hora certa. “Quando a crise começou, as pessoas pararam de comprar e gastaram apenas o essencial; mas com a redução do IPI e algumas isenções tributárias a população foi incentivada a comprar e soube aproveitar a situação”, afirmou.
O adiantamento do 13º salário em algumas empresas e no funcionalismo público também contribuíram para a manutenção dos empregos, decorrente do aumento das vendas e desenvolvimento razoável da atividade industrial, conforme assegura o superintendente regional do trabalho.

Pesquisa revela demanda de mercado

A pesquisa é intitulada “Sondagem conjuntural do comércio varejista da cidade de Manaus” e desde 1988 analisa o quadro econômico das empresas do comercio de varejo da capital amazonense. Há dez anos o estudo é realizado mensalmente e na opinião do presidente da Fecomércio, José Roberto Tadros, “é de extrema importância não só para os comerciantes, como para a indústria e governo”.
“A pesquisa conjuntural do comércio varejista serve para balizar a indústria sobre o que, quando e quanto produzir, de acordo com a demanda do comércio. Já o comércio saberá o que e para quem oferta obtendo um maior volume de vendas”, argumentou Tadros. Ele avaliou ainda, a posição do governo como ator responsável pelos “incentivos” na economia. “As reduções e isenções no IPI em produtos da linha branca e nos automóveis, por exemplo, aumentam as margens dos fabricantes, vendedores e, no mínimo, mantém os empregos”, ressaltou.
Segundo a direção da Fecomércio, o objetivo “é suprir a falta de um estudo sistemática e preciso sobre o comércio de Manaus, desde a coleta dos dados até a divulgação periódica e sistêmica da performance do comércio de varejo da cidade”. O levantamento, análise e divulgação das informações foi realizado pelo Ifpeam (Instituto Fecomércio de Pesquisas Empresariais do Amazonas) em parceria com o Sebrae-AM (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Amazonas).
A metodologia utiliza é acordada com a CNC (Confederação Nacional do Comércio), entidade elaboradora do indicador mensal INCV (Índice Nacional do Comércio Varejista).
Sobre comércio varejista entende-se como “a atividade comercial estabelecida que tenha no mínimo um empregado registrado por estabelecimento, com 51% ou mais de vendas feitas a consumidores finais, dos quais 51% ou mais destes sendo constituídos de pessoas físicas”, conforme informações da Fecomércio/AM.

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