Comércio do Amazonas amarga queda de cerca de 40% em abril

Como era de se esperar, abril foi um mês fora dos padrões para a economia. Primeiro, por causa da pandemia e segundo, por causa das medidas de isolamento que o Governo teve que decretar para que não houvesse grandes índices de contaminação pelo novo Coronavírus. Conforme análise preliminar da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Amazonas (Fecomércio AM), o mês da Páscoa deve apresentar queda acima dos 40% nas vendas, bem elevada para este momento de tanta dificuldade.

A crise econômica, com o fechamento das lojas, foi muito além do que estávamos aguardando. Cerca de 60% dos estabelecimentos comerciais ficaram fechados, mais ou menos 70% dos empreendimentos da área de serviços também não funcionaram, por causa de uma série de recomendações e proibições estabelecidas pelo Governo. Esse momento de pandemia foi e está sendo muito difícil, pois atinge grande parte da nossa economia.

Nesse cenário, apenas supermercados, padarias e drogarias puderam abrir sem nenhuma restrição. Poucas atividades não essenciais abriram, mas em caráter muito precário, com atendimento seletivo, restritivo, com observação a todas as medidas de segurança. O que percebemos é que pelas próprias recomendações, muitas pessoas se esquivaram de ir às ruas e as compras caíram acentuadamente.

Ciclos de reabertura do comércio amazonense

Com o decreto do Governo do Amazonas, que flexibilizou a abertura de algumas atividades não essenciais, o executivo estadual mostrou muita sensibilidade em relação ao funcionamento da atividade comercial e estabeleceu ciclos para reabertura do comércio amazonense. No primeiro ciclo, abrem algumas lojas em que não há aglomeração. No entanto, tem que ser observados todos os detalhes em relação às medidas protetivas da população, como a disponibilização de álcool em gel em todas as lojas, desinfecção completa todos os dias, atendimento seletivo com uso de máscara, enfim, uma série de medidas restritivas necessárias e que são extremamente importantes para evitar a disseminação e contaminação pelo novo Coronavírus.

A Fecomércio Amazonas acredita que a partir do início do primeiro ciclo de reabertura das lojas, teremos aos poucos, um restabelecimento da economia, não pleno, afinal, a população está cautelosa e movida por cuidados. À medida que o comércio reabrir, com todos os cuidados previstos pelos órgãos de saúde, teremos a retomada econômica, o que é fundamental, pois se essa pandemia durar, podemos ter uma crise que pode levar muitas empresas a um momento de dificuldade, de desequilíbrio, de falências, com um quadro de extrema dificuldade a várias empresas no setor de comércio e serviços.

Para a Federação do Comércio do Amazonas, é irreversível a possibilidade de a economia voltar a funcionar nos mesmos moldes de antes, é possível que tenhamos uma retomada gradativa, demorada e isso tem sido conversado com os empresários. O comércio tem que ter a consciência da sua ação, reconhecimento de que é a matriz econômica que serve à comunidade e que leva o gênero de primeira necessidade. O comércio é essencial ao funcionamento da economia, portanto, é importante sabermos lidar com essa missão de servir à comunidade, mesmo com todas as dificuldades momentâneas.

Muitos empresários já estão vivendo momentos difíceis até porque uma empresa, para funcionar, tem uma série de obrigações. Tem o seu custo fixo, seu custo operacional, nos quais são pagas contas de energia, telefone, água, material de expediente, limpeza e várias despesas, que são fundamentais para a sobrevivência do empreendimento, mas estamos, pacientemente, esperando que esse momento difícil passe logo. A economia vai levar um tempo muito maior para se reabilitar, mas acima de tudo, a nossa preocupação é no horizonte. Esperamos vencer mais uma vez os obstáculos em função do nosso compromisso com a economia do nosso Amazonas.

Fonte: Fecomércio/AM

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