Comércio de veículos recua 2,8% e complica meta do setor

Ainda sem o efeito de uma esperada antecipação de compras diante do fim da redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), as vendas de veículos fecharam em queda em novembro.
O resultado reforça as expectativas de que o setor registre em 2013 a primeira retração nas vendas desde 2003.
A desaceleração neste ano ficou mais evidente a partir do segundo semestre em meio a um cenário de crédito mais restrito e de perda de confiança dos consumidores. Desde então, os volumes têm ficado abaixo do ano passado.
O setor contava com uma possível recuperação nos dois últimos meses do ano com o “efeito IPI”, em que os consumidores adiantam as compras para evitar o impacto da retomada da alíquota prevista para 2014.
Em novembro, foram vendidos 302,5 mil veículos, 8,25% abaixo de outubro e 2,8% inferior ao registrado em igual período do ano passado. O dado considera tanto veículos leves como caminhões e ônibus.
“O resultado para o mês é decepcionante (…) Mas o panorama não é catastrófico, as vendas seguem em patamar elevado depois do mercado crescer nos últimos 10 anos”, disse o analista do setor automotivo da consultoria Tendências, Rodrigo Baggi.
O acumulado no ano é 0,84% inferior aos 11 meses de 2012, com 3,413 milhões de unidades. Para chegar na meta de crescimento de ao menos 1% do setor no ano, as montadoras teriam de vender quase 430 mil unidades em dezembro. O recorde de vendas é de 420 mil unidades. A perda de fôlego neste final de ano deve contribuir para as negociações do setor em torno da alíquota do IPI para 2014.

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