1 de julho de 2022
Prancheta 2@3x (1)

Comércio de carros pisa no freio

Com uma queda de 21,16 % nas vendas acumuladas até o mês de novembro, o mercado de automóveis brasileiro tende a fechar no vermelho. O mesmo acontecendo no Amazonas, que segundo a Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores) teve no acumulado, de janeiro a novembro, vendas no varejo no total de 32.363 em todas as categorias (automóvel, comercial leve, caminhão, ônibus, moto e implemento rodoviário), números que ainda distam do acumulado total de 2015, que fechou com 45.580.

Ainda assim, o último mês do ano pode garantir boas festas para os revendedores, conta o gerente de vendas da Best Car, Sílvio Barros. “Já no fim de novembro, coincidentemente até onde vai a pesquisa da Fenabrave, houve um aquecimento nas vendas. Muitos esperam até esse período já que é tentador entrar o ano com carro novo”, afirma.

Para o gerente, o que pode ter causado a queda registrada pela pesquisa foi a falta de segurança do consumidor. “Existe essa insegurança de não conseguir pagar o automóvel e o mercado é muito volátil, a especulação acompanha de perto. Às vezes o que é falado por aí, acaba convencendo o cliente a desistir de fechar negócio”, disse o gerente que não descarta a falta de crédito e a inadimplência como outros fatores. “A falta de crédito sempre vai ser um dificultador do mercado”, ressalta.

As categorias automóvel e comercial leve, as mais comercializadas, atingiram as 18.559 unidades vendidas, sendo Manaus responsável por 17.943 destas vendas, um número também inferior aos 24.509 automóveis nas duas categorias vendidas ano passado, uma variação de -26,79. Segundo Barros, as vendas concentradas em Manaus são causadas por fatores que vão além do comercial. “Cidades próximas comprar na capital, aqui também estão as lojas de revendas e peças de reposição. Além de ser pouco atraente abrir uma pequena concessionária no interior”, afirma.

Consórcio é a solução?

O economista e consultor Hélio Pereira, considera que no momento em que o país atravessa problemas políticos que atingem diretamente a economia, o cidadão está inseguro para fazer qualquer investimento. “No início do ano, comprar um carro novo significava dispor de pelo menos R$ 40 mil. Adquirir veículos por meio de financiamento esbarrava nos juros altos impossibilitando a compra de um veículo novo por meio de financiamento, fazendo com que muitos desistissem”, comenta. Segundo o consultor, aderir a um consórcio pode ser a opção mais segura para a aquisição de um automóvel. “O consórcio dispensa o crédito. Ofertar um lance ou ser sorteado, pode ser o meio mais rápido e fácil de se ter um carro novo”, conclui.

Apostar em datas comemorativas

Em outra concessionária da cidade, o gerente geral que não quis se identificar, disse não ter muito o que se fazer sobre a queda no mercado. “É algo geral, está na mídia, pode ser visto nos números baixos de emplacamentos, nos vendedores ociosos”, conta. Segundo o gerente, a saída é manter a carteira de clientes fidelizada. “Não adianta apostar em divulgação maciça, atrair quem não é de seu público alvo. O que acontece muito nos feirões é que o possível cliente não tem o perfil, seja por falta de crédito, nome na praça e outros. O que se pode fazer é tentar agregar valor a cada venda de sua carteira de clientes”, comenta.

Para o gerente, as datas comemorativas podem ser um bom remédio para o mercado. “A Black Friday nos deu os mesmos 20% de vendas iguais aos de outubro, mas ainda assim inferiores ao mesmo período do ano passado. O Natal vem aí e pode ser uma boa chance de vendas”, finaliza.

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