8 de março de 2021

Comerciários reivindicam melhor salário

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Esse reajuste foi proprosto na última sexta-feira, em uma reunião realizada entre representantes dos empresários e do comerciários, que também rejeitaram o aumento de 4% oferecido pelos empregadores

O crescimento de 10,4% registrado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) ainda não gerou reflexos positivos na remuneração dos trabalhadores no comércio de Manaus, que na semana passada refutaram o aumento de 1,53% no piso da categoria. Por essa proposta dos empresários do comércio da cidade, o salário passaria de R$ 390 para R$ 396.
Esse reajuste foi proprosto na última sexta-feira, em uma reunião realizada entre representantes dos empresários e do comerciários, que também rejeitaram o aumento de 4% oferecido pelos empregadores.
Segundo a presidente do Sindicato dos Empregados no Comércio de Manaus, Ana Marlene Ayres, a nova proposta dos sindicalistas prevê um aumento de 6,41% no piso dos comerciários. “Iremos lutar a favor da elevação do atual piso de R$ 390 para R$ 415, pois 90% dos trabalhadores do comércio ganham esse salário, sendo assim, beneficiaríamos um maior número de funcionários”, disse.
Ana Marlene destacou que a base salarial da categoria está encolhida, dá mal para suprir as necessidades básicas dos comerciários. Para ela, os lojistas têm condiçoes de oferecer melhores rendimentos financeiros a seus funcionários “Rejeitamos essa proposta, pois não dá para vivermos com um salário tão baixo, temos perspectivas de conseguir um valor mais justo”, informou a representante dos trabalhadores.

Baixas vendas emperram negociações, diz ACA

No ano passado, conforme a presidente do sindicato, os comerciários obtiveram um reajuste de 5%, valor bem abaixo da expectativa da categoria que reivindicava um aumento de 20%.
O presidente da ACA (Associação Comercial do Amazonas), José Azevedo, disse que os comerciantes não têm condições de oferecer um aumento significativo, como reivindicam os comerciários, porque as vendas no segmento não estão crescendo como mostra os dados do IBGE.
“Além do desempenho comercial de Manaus estar fraco, temos que levar em conta a inflação dos últimos 12 meses, na hora de conceder um aumento”, explicou o dirigente comercial.
José Azevedo informou que o novo piso da categoria será definido, conforme a cacidade das empresas. Ele destacou que a classe patronal não pode conceder um salário, conforme a reivindicação dos comerciários, por considerar elevado os aumentos concedidos nos últimos dois anos.
“Ao propormos um novo valor temos de considerar também a capacidade financeira das pessoas jurídicas de pequeno porte, não só das grandes, pois existem muito mais empresas que faturam até 100 mil por ano, do que as de faturamento acima de R$ 1 milhão”, comentou o empresário.
Até o final desta semana, os empresários disseram que vão se reunir para apresentar uma nova proposta salarial aos comerciários.
No aspecto positivo, a presidente do sindicato disse que hoje existe muita procura por parte das empresas para solicitar mão-de-obra ao projeto Menor Aprendiz. “Existem vários estabelecimentos entre grandes e pequenos, solicitando a nossa indicação para contratar menores aprendizes para se adequar à legislação”, disse.
De acordo com a representante dos comerciários houve um crescimento em cerca de 70% no número de contratação de menores aprendizes no comércio de Manaus.
O sindicato está fazendo um trabalho de indicação às empresas sobre esse programa do governo federal “Divulgamos a lei e estamos recebendo currículo dos jovens interessados, que são indicados aos estabelecimentos comerciais que nos procuram ”, informou Ana Marlene.

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