COMBUSTÍVEIS – Para Ipem, apenas cinco postos têm problemas

Dos 79 postos de combustíveis fiscalizados em Manaus, cinco já foram reprovados desde o início da operação, no dia 2 de janeiro, comandada pelo Ipem-AM (Instituto de Pesos e Medidas do Amazonas), que condenou 26 bombas de gasolina adulteradas e notificou irregularidades nos estabelecimentos. Os primeiros resultados das ações fiscalizadoras foram divulgadas ontem, 9, pelo órgão, logo após denuncia de fraude nos postos manauaras, veiculada no Programa ‘Fantástico’, da Rede Globo de Televisão.
De acordo com o diretor-presidente do Ipem-AM, Márcio André Brito, indicadores de volume e preço ilegíveis, mangueira danificada, vazamento interno, tolerância de erro maior que 100 ml são alguns dos critérios avaliados durante a inspeção.
O posto Fortaleza, por exemplo, localizado no Boulervard, autuado ontem no período da tarde, foi um dos cinco postos considerados irregulares e notificados até agora. Bombas de combustível com lacre rompido, fiação elétrica exposta e painéis ilegíveis foram verificados no local.
“Aqui nós encontramos uma bomba completamente solta com as partes elétricas expostas e grande risco de explosão. Essa bomba será interditada e o posto terá 48 horas para fazer a manutenção em uma das sete oficinas credenciadas pelo Ipem e será lavrado o auto de infração, com multa que pode chegar a R$ 600 mil”, informou o diretor.
Embora a fraude caracterizada pela entrega menor do combustível em relação ao que é apontado na bomba tenha sido um dos destaques da matéria do ‘Fantástico’, o diretor destaca que a quantidade é apenas um item. “Nós verificamos também as placas, porque nós colocamos um lacre e o simples fato de ele estar violado já caracteriza a irregularidade e o posto é autuado. A questão visual também é verificada, porque o consumidor precisa enxergar o que está pagando”, detalhou.
Ele acrescenta que é responsabilidade do proprietário manter as bombas em condições de uso, verificar a aferição do equipamento e entrar em contato com as oficinas para fazer manutenção.
“Nós também vamos solicitar uma ordem de serviço da última vez que a oficina foi no estabelecimento para checar se é recente. Se for, ela também será penalizada podendo até perder o credenciamento pra trabalhar”, disse.
O presidente do Sindcam (Sindicato dos Revendedo­res de Combustíveis do Amazonas), Luiz Felipe de Moura Pinto, criticou a ação do órgão. “A fiscalização não nos assusta e nem somos contra ela. O que espanta é a ‘pirotecnia’ criada para divulgar ações que nada mais são do que o cumprimento dos deveres do órgão. Não estão fazendo nenhum grande favor para a população, inspecionando os estabelecimentos, é obrigação”, atacou.
De acordo com informações cedidas pelo Ipem-AM, a ação deve ser concluída na primeira quinzena de fevereiro, quando os 287 postos de Manaus e os 26 postos flutuantes – os chamados pontões – forem verificados.
Para os devidos reparos, os proprietários têm prazo de 10 dias para apresentarem defesa escrita junto ao órgão e caso não sejam feitos, as multas podem variar de R$ 500 a R$ 600 mil.

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