O IBGE acaba de divulgar que a “alta do IPCA em setembro fora de 0,64% e que a inflação dos últimos 12 meses atingira 3,14%; sendo que os principais causadores foram o aumento dos preços dos alimentos e dos combustíveis. O mercado está voltado para as exportações fruto da desvalorização do real após a pandemia.

Com certeza este cenário gera a incerteza com relação a  uma rápida recuperação da economia, mas como o BC não vai mudar sua política, acredita-se que com a queda da pandemia a partir de novembro os preços caiam. E, como a inflação também é fruto de pressão sazonal, teremos em novembro e dezembro a recuperação de vários segmentos do comércio e a consequente queda nos preços. Também há um aspecto pouco considerado: a mudança ocorrida no padrão demográfico da Nação; uma vez que até 1970 as crianças até 12 anos de idade representavam de 25% a 30% da população; enquanto que de 1970 até 2020 as crianças dessa faixa etária passaram a representar apenas 15%, conforme Fundação Seade.

Por isso, há também reflexo em alguns segmentos da economia; causado pela baixa procura de certos produtos de uso constante pelas crianças até 12 anos de idade.

Hoje a parcela de idosos crescera e elevara a idade média dos brasileiros; aspecto que é resultado da mudança demográfica. O que  muito contribuira fora decorrente da taxa de natalidade, face a queda da taxa de fecundidade. Antes as mulheres tinham em média 4,3 filhos e de 1970 para 2020 apenas 1,7 filhos; o que demonstra a mudança de estrutura de nossa população.

Por fim, com o aumento da escolaridade e a inserção da mulher no mercado de trabalho, o que a influencia em novas decisões; é obvio que as cidades tiveram de se adaptar  a essa que foi  expectativa para hoje ser uma realidade, ocasionando uma nova safra  de idosos. E, com isto, as consequências atingiram os aspectos sociais e, notadamente, econômicas; posto que temos hoje um menor número de contribuintes, mas um crescimento dos beneficiários; cabendo à sociedade e aos poderes encarar esse novo quadro que não é  de hoje; surgira após 1982, ou seja, 12 anos depois de 1970.  Em economia não existe anciedade, apenas instabilidade. E, como os governos federais empurraram o assunto com a barriga; hoje ele é uma realidade com forte repercussão no caixa do INSS e muita relevância no cenário econômico. E, assim, o aposentado sobrevive com economia volátil no sonho de que teremos uma inflação em queda. Acreditemos porque os tempos são outros.

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