Com uma semana, greve mobiliza 70% dos bancários

A greve dos bancários em Manaus completou uma semana ontem e, de acordo com o Sindicato dos Bancários do Amazonas, vai continuar por tempo indeterminado. Bancários de 40, das 86 agências da cidade estão de braços cruzados: 100% das agências da Caixa Econômica Federal e do Basa (Banco da Amazônia), 80% das unidades do Banco do Brasil e de nove agências de bancos privados.
O diretor social do sindicato, Joaquim Costa Neto, informou que, no interior do Estado, apenas os bancários do município de Itacoatiara aderiram ao movimento. A partir de ontem, a paralisação ganhou ainda mais força.
“Esperamos que outros bancos possam se juntar ao nosso movimento, apesar da instabilidade que têm os servidores de bancos privados”, disse Costa Neto, após participar de assembléia-geral com a categoria na última segunda-feira.
Em entrevista Agência Brasil, o representante sindical disse que a categoria entende os prejuízos da greve para a sociedade, mas destacou que o movimento é necessário para defender as melhorias pretendidas pelos bancários nesta ocasião. Apenas serviços como compensação bancária e auto-atendimento continuam funcionando.
“A gente não quer a greve. Sabemos que é ruim para todos, inclusive para nós. Apesar disso, não podemos deixar de lado a necessidade de discutir essa situação e tentar negociar para chegar a um acordo o mais rápido possível”, acrescentou Costa Neto.
De acordo com o Sindicato dos Bancários do Amazonas, os bancos permanecerão fechados até que haja alguma contra-proposta dos banqueiros, que até agora só acenaram com reajuste de 7,5%. A principal reivindicação dos bancários é o reajuste de 16% que, segundo eles, representaria a reposição das perdas salariais entre 2005 e 2008.
No Amazonas, a greve dos bancários também tem como bandeira de luta a ampliação da Bolsa Alimentação e do Vale Transporte; maior Participação nos Lucros e Resultados; a manutenção da faixa etária dos beneficiados do auxílio-creche e a liberação de bolsas de estudo parciais para os trabalhadores.
Existem no Amazonas cerca de 3,1 mil bancários, dos quais aproximadamente 2,4 mil na capital, onde o salário inicial pode variar entre R$ 921,40 e R$ 1,3 mil, de acordo com o sindicato da categoria.

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