Com Portos 24 horas, custo deve cair 25%

Os Portos de Santos, Rio de Janeiro e Vitória começaram a operar 24 horas por dia em caráter experimental desde às 18h de sexta-feira e, definitivamente, a partir de segunda-feira (22), segundo informações da SEP (Secretaria Especial de Portos). No dia 3 de maio, os portos de Suape, Paranaguá, Rio Grande, Itajaí e Fortaleza também entrarão em fase de experiência para começar a funcionar 24 horas por dia em caráter definitivo no dia 6 de maio.
Esses portos foram escolhidos devido ao volume de carga e veículos que movimentam. Os terminais já ficavam abertos 24 horas por dia, mas as equipes de fiscalização dos órgãos anuentes – Marinha, Polícia Federal, Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro), Receita Federal e (Anvisa Agência Nacional de Vigilância Sanitária) – atuavam apenas em horário comercial.
A partir de agora, as equipes de fiscalização desses órgãos também vão atuar 24 horas por dia para liberar cargas. As equipes vão trabalhar de forma integrada e eletrônica para sincronizar o fluxo de cargas com o objetivo de se evitar filas e congestionamento nos portos.
De acordo com a SEP, com a medida, o custo com logística deve cair em uma média de 25%. Estudos feitos pela secretaria demonstram que os principais custos envolvidos em operações de logística ineficientes estão associados a atrasos na liberação de cargas. As filas imobilizam navios, trens e caminhões, que ficam à espera de procedimentos burocráticos. “Os ganhos no aumento da agilidade e eficiência portuária se refletem na maior competitividade do país, seja nas exportações e importações, seja na transferência interna de mercadorias, com reflexos no preço final dos produtos aos consumidores”, informou a SEP.
MP dos portos
Representantes da FNP (Federação Nacional dos Portuários), dos estivadores (FNE) e demais avulsos (Fenccovib) aprovaram na noite de quinta-feira o relatório final da medida provisória 595/2012, conhecida como MP dos Portos, que foi apresentado na quarta-feira (17) pelo senador Eduardo Braga (PMDB-AM). A votação deve ocorrer na próxima quarta (24) no Congresso.
“Vamos acompanhar este projeto de perto até o parecer da presidente Dilma para evitar alterações no texto que prejudiquem os trabalhadores”, afirmou o presidente da FNP, Eduardo Guterra. Eles também participarão do último debate sobre a MP, marcado para terça-feira (23), em Brasília.
Segundo Guterra, o relatório final, acordado entre o governo e os trabalhadores no começo deste mês, contempla as principais reivindicações do setor. “O texto não permite que empresas privadas administrem portos públicos e mantém a guarda portuária (responsável pela vigilância dos portos, que corria o risco de ser terceirizada)”. Além disso, todos os trabalhadores dos portos serão considerados portuários e representados por sindicatos da categoria.

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