Com as rédeas da carreira nas mãos

Como você se sente no domingo à noite? A pergunta pode até parecer sem propósito, mas não há critério mais simples para avaliar o seu nível de satisfação com o trabalho do que o abalo provocado pela “síndrome do Fantástico”.

Para alguém equilibrado e feliz, o sentimento que costuma anteceder as segundas-feiras é de leve melancolia – afinal, afastar-se da família para passar mais uma semana no batente pesado não é exatamente um mar de felicidade.

O problema é quando, semana após semana, a noite de domingo vira um muro das lamentações. Sentir-se sempre triste e desanimado é sinal claro de que o trabalho não está sendo prazeroso, e nesse caso ele certamente não vale a pena.

Basta essa constatação para saber que é hora de mudar. De que adianta acordar na segunda-feira despejando pragas contra o chefe e a empresa? Quem tem que buscar a realização e a felicidade é você. E nunca houve tantas possibilidades de conseguir isso como hoje em dia.

De acordo com a análise de alguns dos melhores Headhunters, as chances de que a capacidade e a competência sejam reconhecidas dentro das corporações é muito maior agora do que antes. Esse é um dos resultados claros de todas as mudanças ocorridas ao longo desses anos no mercado de trabalho.

Não há mais a estabilidade de emprego e a ascensão condicionada ao tempo de casa, como ocorria na época da economia fechada. A concorrência entre as empresas aumentou e o níveis hierárquicos caíram. O desempenho individual está mais exposto. Quem faz um bom trabalho tem mais chances de ser reconhecido não apenas dentro da corporação como também pelos concorrentes e pelo mercado.

Ao mesmo tempo, as “fraudes” ficam cada vez mais explícitas. Aquele sujeito que passava o dia todo trancado dentro de uma sala, sem que ninguém soubesse ao certo o que ele estava fazendo, não tem mais vez nas corporações modernas. Prova disso, é que os escritórios abertos, sem divisórias, estão se tornando cada vez mais difundidos como estratégia para aumentar a produtividade.

A queda de barreiras nos escritórios está ocorrendo também no sentido figurado. Antes, a estratégia planejada pela companhia para conquistar mercado era um segredo guardado a sete chaves, discutido aos sussurros nas reuniões de diretoria. Hoje, esse tipo de informação já freqüenta livremente a intranet das grandes empresas, permitindo que todos os funcionários vislumbrem o caminho a ser tomado dali para a frente.

Nesse meio cada vez mais democrático, surgem novas fontes de informação sobre o mercado e as empresas. Pode-se pesquisar na internet e na mídia ou conversar abertamente com funcionários, ex-funcionários, consultores e professores. O cotidiano das corporações tornou-se um assunto público. Abastecer-se desse manancial antes de enfrentar a entrevista com um Headhunter é um procedimento fundamental.

Demonstre seu potencial

É comum ouvir reclamações de profissionais que não se sentem reconhecidos em seus empregos. Argumentam que nunca faltaram ao trabalho, obedecem religiosamente aos horários e cumprem todas as obrigações, e ainda assim continuam estacionados.

A explicação é que, para crescer dentro de uma empresa, é preciso fazer mais do que uma simples execução da tarefa para a qual se foi contratado. Quem se limita a isso tem, de fato, poucas chances de evoluir.

O sentimento de não se sentir reconhecido está ligado à falta de um diálogo aberto com o chefe. Muitas vezes o profissional aguarda por uma promoção ou aumento que nunca virá, simplesmente porque tem um desempenho considerado médio, ou seja, suficiente apenas para que mantenha o emprego.

As pessoas escolhidas para promoções e aumentos são sempre aquelas tidas como de alto potencial, mesmo que a performance momentânea esteja igual ou até mesmo abaixo do desempenho dos colegas considerados de baixo potencial. O que define o crescimento de alguém dentro de uma empresa é o reconhecimento do potencial, não somente da performance.

Para crescer é preciso mostrar potencial, e ele só aparece quando se vai além das tarefas estabelecidas.

Os novos tempos fizeram com que as companhias não foquem mais a responsabilidade de investir no aprimoramento de seus funcionários. Elas não têm mais tempo a perder. Querem profissionais prontos, que sejam capazes de dar conta da tarefa desde o primeiro dia de trabalho.

Por mais que consuma tempo e dinheiro, o aprimoramento cabe agora, de fato, ao próprio profissional. Hoje, há requisitos que já estão se tornando indiscutíveis. Quem não fala inglês enfrentará dificuldades cada vez maiores. Às vezes o profissional está insatisfeito com o emprego e não faz autocrítica: Eu estou de fato me esforçando para melhorar, para me manter interessante?

Com a palavra, você.

Boa semana! Fiquem com Deus!

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