Coleta seletiva em Manaus tem meta recorde para 2008

Com a proposta de coleta e reciclagem de 80 toneladas de lixo para os próximos seis meses, meta considerada recorde, a Arpa (Associação de Reciclagem e Preservação Ambiental) anunciou, na manhã de quinta-feira, a sua adesão ao programa social desenvolvido com o aporte de R$ 195 milhões em nível nacional pela Companhia de Bebidas das Américas–AmBev.
O presidente da Arpa, Raul Lima Miranda, afirmou que o interesse pela extensão do benefício partiu da própria AmBev, cuja meta nos últimos quadrimestres favoreceu a inclusão de 26 ONGs (Organizações Não-Governamentais) ligadas às atividades de preservação ambiental e inclusão social em todo o país.
De acordo com Miranda, a iniciativa da empresa deve beneficiar neste primeiro momento cerca de 40 famílias amazonenses catadoras de recicláveis, cuja renda familiar terá o impacto positivo de 220%. “O aumento dos ganhos poderá atrair, até o fim do ano, um grande número de interessados em participar das atividades da cooperativa”, sugeriu.
O titular da Arpa disse ainda que a AmBev doou prensa enfardadeira e balança, ambas avaliadas em cerca de R$ 12 mil, o que facilitará maior controle da pesagem e quantidade recolhida. Após a prensagem das mais de 20 toneladas mensais que pretende coletar, a produção de fardos com maior valor agregado e melhores condições de preço fazem parte da meta da associação até o primeiro semestre de 2008, segundo o dirigente.
“Muitos dos associados que conseguiam arrecadar R$ 150 por mês já conseguem tirar até R$ 480 com a coleta seletiva no centro”, assegurou Miranda, acrescentando que o plástico e o papelão conseguiram bons preços em Manaus, saltando de R$ 0,15 para R$ 0,30 o quilo.
De acordo com o diretor regional da AmBev, Rodrigo Figueiredo, a adesão da Arpa, 27ª cooperativa apoiada pela empresa, vem coroar a ação de inclusão social e as políticas de preservação ambiental previstas no Programa Reciclagem Solidária. O executivo afirmou que, em cinco anos, 500 mil quilos de material reciclável foram recolhidos pelas cerca de 80 mil pessoas envolvidas na ação, cujo universo abrange 2,5 mil cooperativas de catadores em todo o país.
“O papel da Ambev é assegurar maior eficiência na coleta seletiva, trabalho que tanto contribui para a preservação do meio ambiente e inclusão social das comunidades envolvidas”, ressaltou Figueiredo.

Decisão da AmBev choca concorrência

O apoio da maior fábrica de cerveja do país vem de encontro ao fato de algumas cervejarias já anunciarem o interesse pela produção de cerveja em embalagem PET, reconhecidamente mais resistente e inerte que a de vidro, o que gera economia no enchimento, transporte e empilhamento.
Entretanto, para a diretora da Recicloteca, Vera Chevalier, comparativamente à embalagem de metal, o volume da garrafa e o baixo preço não despertam o interesse dos catadores. Enquanto um quilo de PET (cerca de 20 garrafas) é vendido por até R$ 0,30 em Manaus, um quilo de alumínio (60 latinhas) custa cerca de R$ 2,50. “Enquanto a indústria metalúrgica reaproveita totalmente o alumínio, as embalagens PET não são bem aceitas pelos catadores e pela própria indústria de reciclagem”, disse.

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