10 de abril de 2021

Coisas engraçadas que acontecem no atendimento telefônico corporativo (ou comédias e dramas da vida corporativa – texto 1)

Estamos acostumados a ouvir piadas sobre clientes que não sabem o que querem ou mesmo desconhecem o produto que compraram

Estamos acostumados a ouvir piadas sobre clientes que não sabem o que querem ou mesmo desconhecem o produto que compraram. Ainda hoje lembro uma situação que aconteceu em uma loja de informática quando o cliente – um senhor já em idade avançada – foi devolver o seu computador pessoal, pois o mesmo estava com um problema no porta copos. O atendente pediu que ele trouxesse a CPU (aquela caixa que conectamos todos os fios, do cabo de energia ao monitor, passando pela impressora) para avaliar o problema, ele pensou ter ouvido erroneamente o termo “porta copos”. O cliente trouxe a dita máquina e abriu o leitor de DVD, calmamente pôs um copo descartável no espaço onde deve passar o facho de laser que faz a leitura da mídia e esperaram 30 segundos, após esse tempo o leitor automaticamente fecha. O senhor, extremamente consternado explicou que já molhara documentos importantes com café pelo menos quatro vezes, sem contar as vezes que queimou as mãos ou melou toda a mesa do escritório de café quente! O atendente retirou-se do recinto, com a desculpa de avaliar com o corpo técnico da loja, trancou-se no banheiro e gargalhou até faltar ar de seus pulmões.
Confesso que essa historinha pitoresca me fez rir também, mas perguntei em seguida, ao vendedor o que fez quando conseguiu parar de gargalhar. O que me respondeu: – Expliquei ao dono da máquina que a função daquele acessório é o de fazer leitura de mídias e não de servir de apoio para copos. Imagino o quão constrangido deve ter ficado o cliente.
A verdade é que eu acredito que mais constrangido que o cliente, deveria ter ficado a pessoa que o vendeu o produto ao senhor, pois não explicou quais acessórios acompanhavam o produto e quais suas funções. Que vergonha, senhor vendedor!
Mas estou aqui para citar o exemplo de atendimento frustrado por problemas de preparo da parte de quem atende o cliente. Uma vez entrei em contato com o Call Center de uma determinada empresa e liguei para o número (fictício para poder ilustrar) 0500 031 0500 – eu pronuncio “zero-quinhentos – zero – trinta e um – zero – quinhentos”. A atendente ao ouvir minhas questões fez questão de me informar que eu deveria ligar para outro número o “zero – quinhentos – zero – três – dez – quinhentos” (ou seja, 0500 03 10 500). Expliquei à moça que era aquele o número que eu havia ligado e ela informou que não, pois eu havia ligado o “0500 031 0500 – ou: zero – quinhentos – zero – trinta e um – zero – quinhentos”. Ainda calmo disse que na minha concepção e de várias outras pessoas letradas ou simplesmente alfabetizadas as duas formas eram a mesma, uma vez que para ligar eu não pronuncio os números, mas sim os digito. A atendente, alterando o seu tom de voz, informou que eu estava errado (parece piada, não?) e que era para eu refazer a bendita ligação da forma como ela estava pronunciando para mim. Vendo que a discussão não iria me ajudar em nada resolvi desligar, esfriar minha cabeça, dar boas gargalhadas e contar aos amigos e leitores o acontecido. E é o que estou fazendo, enquanto decido o que fazer, uma vez que só consigo resolver o meu problema se eu ligar para o número que eu não sei mais como pronunciar. Só digitar.
Abraços e até a próxima!

Qualquer comentário, dúvida ou sugestão de assunto a ser discutido, entre em contato pelo e-mail: [email protected]

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