Codam confirma que AM não desistiu dos tablets

Somando investimentos de R$102,702 milhões e geração de 80 novos postos de trabalho, a Positivo Informática e a Samsung Eletrônica entraram para o grupo de empresas que vai fabricar tablets no PIM (Polo Industrial de Manaus). Os projetos foram aprovados ontem, durante a terceira reunião do Codam (Conselho Regional de Desenvolvimento do Amazonas).
Segundo o titular da Seplan (Secretaria do Estado de Planejamento e Desenvolvimento Econômico), Marcelo Lima, a opção das fábricas pelo PIM significa uma boa aceitação em relação à MP 534 – medida provisória que incluiu os tablets na Lei de Informática. “Como são empresas que já estão funcionando aqui e não saíram em virtude da MP, isso nos faz crer que não deixamos de ser competitivos. No pior cenário, estamos em pé de igualdade”, avaliou.
O Consultor da Projec e responsável pela Positivo Informática, Raimundo Lopes, garante que o clima de apreensão criado em torno da MP foi excessivo. “A medida apenas incluiu o tablet como bem de informática, portanto factível de usufruir os incentivos fiscais da inovação tecnológica. A concessão não reduz em nada o incentivo nem a competitividade da Zona Franca de Manaus. Por já estar instalada na cidade, a Positivo quis prestigiar o PIM”, justificou.

Transporte regional

Outro destaque durante a reunião, foi o projeto de transporte regional apresentado pela MAP Transportes aéreos com previsão de R$ 25 milhões em investimento inicial e geração de 91 novos empregos com salário médio de R$ 2.387.
De acordo com o diretor executivo da empresa, Marcos Pacheco, o projeto surgiu da necessidade de interligar nove municípios no interior do Amazonas suprindo a carência da região no segmento. “Iniciaremos com duas aeronaves modelo ATR 42 fazendo 15 rotas entre Amazonas e Pará. Nove delas contemplarão cidades do Amazonas”, detalhou.
Para incentivar empresas de aviação, o Estado reduziu a alíquota do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), de 25% para 8%, o que representa uma redução de 17%, possibilitando o acesso da população a uma passagem aérea com menor custo. “No momento, só temos a Trip e pequenas empresas de táxi aéreo. Essa medida de redução visa dar sobrevida a elas e incentivar novos investidores”, explicou o vice-governador do Amazonas, José Melo.

Projetos registram recorde de empregos

No total, 46 novos projetos industriais foram aprovados -22 de implantação, 20 de diversificação e 4 de atualização -, somando investimentos de R$ 592 milhões e estimativa de geração de 3.355 vagas nos próximo três anos.
O número de vagas representa um crescimento de 173,65% em relação à pauta do mesmo período do ano passado, quando foi estimada a criação de 1.395 novas vagas. Já os investimentos apontam para alta de 150,65%, em relação aos R$ 163 milhões anunciados na pauta de 2010. Em número de projetos, o aumento foi de 31,58% e o volume de capital estrangeiro saltou de R$ 6 milhões (2010) para R$ 89 milhões (2011).
Também apresentaram projetos empresas interessadas na produção de componentes eletrônicos, peças para a indústria de duas rodas, quadriciclo, embalagens e placas montadas para uso em informática. Destaque para a Jabil Eletroeletrônica com investimento de R$ 117,911 milhões, geração de 933 postos de trabalho diretos e mais 353 postos para atender a nova linha de câmeras digitais.

PIM repudia acusação do Ministério da Justiça

Durante a reunião, o presidente da Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas), Antônio Silva, questionou a declaração dada à imprensa pelo coordenador de articulação insitucional do Ministério da Justiça, Roberto Biasoli. Segundo ele, empresários de fábricas instaladas no Amazonas trazem produtos prontos da China e se beneficiam com tributação reduzida, sem geração de emprego e renda para a região.
O dirigente propôs uma carta de resposta em nome dos empresários e representantes da classe trabalhadora, exigindo retorno por parte do Ministério da Justiça.
O superintendente em exercício da Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus), Oldemar Yanck, e outros empresários presentes manifestaram repúdio à declaração.

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