CNI eleva projeção de alta do PIB para 7,2%

Um dia depois de BC (o Banco Central) revelar no Relatório Trimestral de Inflação que projeta alta de 7,3% do PIB (Produto Interno Bruto) em 2010, agora foi a vez da CNI (Confederação Nacional da Indústria) fazer o mesmo.
A CNI elevou sua projeção de alta de 6% para 7,2%. O motivo dessa nova estimativa, segundo o gerente-executivo da Unidade de Política Econômica da CNI, Flávio Castelo Branco, vem da previsão da entidade de uma forte expansão dos investimentos previstos para este ano, com revisão de alta de 18% para 24,5%, que deve levar a taxa de investimento da economia para 19,4% do PIB.
A maior taxa da história recente, mas que perde ainda para os anos 70, quando o nível de investimento superava os 20% do PIB. “A grande revisão que fizemos foi na projeção de investimento”, disse Castelo Branco, para quem os investimentos vão liderar o processo de expansão da economia neste ano.
A projeção anterior da CNI para a expansão dos investimentos era de 18%. Na avaliação de Castelo Branco, o aumento nas inversões é fundamental para a sustentabilidade do crescimento e vai promover uma acomodação no nível de utilização da capacidade instalada no segundo semestre, na casa de 83% a 84%.
Ele lembrou que o ritmo dos investimentos neste ano ultrapassa 2008, um ano de forte crescimento da economia brasileira, e será decisivo para conter o descompasso entre oferta e demanda, que é o alvo de preocupação por parte do Banco Central.
A previsão da entidade para a alta do PIB industrial passou de 8% para 12,3%.
Para a taxa de desemprego, a entidade estima que o nível médio do ano será de 7%, ante 7,2% na projeção anterior, feita em maio.
A CNI manteve sua estimativa de alta de 5,4% para o IPCA deste ano, mas elevou de 11% para 11,5% a expectativa para a taxa básica de juros, Selic, no fim de 2010.
Dessa forma, a taxa real média de juros prevista para este ano subiu de 4,6% para 4,8%. A taxa média nominal de juros projetada para 2010 passou de 10,01% para 10,22%.
A CNI também aumentou de 6,2% para 7,3% a estimativa para o crescimento do consumo das famílias neste ano.

Aperto na política monetária será menor

A CNI elevou ainda de 2,35% do PIB para 2,60% do PIB a estimativa de superávit primário do setor público neste ano e reduziu de 3,20% para 2,95% a previsão de déficit nominal, para o mesmo período. Com isso, a estimativa para a dívida pública líquida passou de 42% do PIB para 40,9% do PIB de 2010.
Castelo Branco avalia que o clico de aperto na política monetária será um pouco menor do que o esperado no mercado financeiro. Segundo ele, a atividade econômica já começou a dar sinais de desaceleração no segundo trimestre e deve reduzir seu ritmo na segunda metade do ano. Diante desse cenário, na visão da CNI, o BC deve promover mais uma elevação de 0,75 pontos porcentuais e fechar o ciclo em setembro com mais uma alta de 0,5 pontos porcentuais, com a Selic encerrando o ano em 11,5%. A posição anterior da CNI era de que a Selic fecharia o ano em 11%
Ele explicou que essa expectativa mais otimista que a do mercado, que trabalha com 12% em média para a Selic no fim do ano, é baseada na expectativa de que a autoridade monetária vai enxergar a desaceleração da economia, um amortecimento da taxa de inflação e uma estabilização do nível de utilização da capacidade instalada no segundo semestre, como resposta à forte expansão no investimento.

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