CMN mantém juros de longo prazo em 6,25% ao

O CMN (Conselho Monetário Nacional) decidiu manter a TJLP (Taxa de Juros de Longo Prazo) em 6,25% ao ano. Essa taxa, que volta ao patamar mais baixo da história, irá vigorar de outubro a dezembro.

A fórmula para estabelecer a TJLP, que serve de referência para os empréstimos do BNDES, leva em conta a expectativa de inflação para os próximos 12 meses e o risco-país do Brasil. Embora a meta de inflação seja de 4,5% do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Am-plo), a expectativa do mercado está abaixo disso -a projeção para 2007 está abaixo de 4%. Já o risco Brasil está em torno de 170 pontos.

A redução da TJLP é uma reivindicação constante do setor produtivo, já que costuma ser o custo mais baixo para as empresas investirem.

A TJLP é definida para o trimestre que irá começar. A taxa que vigorou entre abril de 2004 e dezembro de 2005 foi de 9,75% ao ano. Na reunião do CMN daquele ano, ela foi reduzida para 9% ao ano, em março, para 8,15%, em junho, para 7,5% ao ano e, em setembro, para 6,85% ao ano e, no encontro de dezembro, caiu para 6,5% ao ano.

Banco eleva previsão de inflação para 4%

O Banco Central manteve a expectativa em relação ao crescimento da economia brasileira para este ano. A aposta é que o PIB (Produto Interno Bruto) terá uma expansão de 4,7%, mesma previsão de junho. Já a projeção de inflação foi elevada de 3,5% para 4%. As duas previsões constam do “Relatório de Inflação”.

“O resultado (crescimento de 0,8% no segundo trimestre), ao ratificar o desempenho de indicadores setoriais antecedentes, revela a continuidade do crescimento da atividade da economia, estimulada tanto pelos aumentos da renda real e do emprego como pela continuidade da flexibilização da política monetária”, afirma o documento.
Em relação à expansão da economia, o BC fez uma revisão para baixo do PIB do setor agropecuário, que passou de 7% para 4,5%. A previsão para o setor industrial foi elevada de 4,4% para 4,6% e do setor de serviços, foi mantida em 4,3%. Sobre as turbulências que atingiram os mercados financeiros desde o final de julho e que se intensificaram em agosto, o BC afirma que o impacto sobre a percepção de risco do Brasil foi pequena.

Sobre a inflação, a previsão está dentro da meta, que é um IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Am-plo) de 4,5%, com margem de tolerância de dois pontos para cima ou para baixo.

As previsões do BC para inflação levam em conta o chamado cenário de referência, que é uma taxa Selic estável em 11,25% ao ano e um dólar cotado a R$ 1,95.
Já no cenário de mercado, que trabalha com os dados da pesquisa feita semanalmente pelo BC junto a analistas do mercado financeiro, a previsão de inflação para este ano foi revista de 3,5% para 3,9%. Para 2008, a previsão é de um IPCA de 4,2% no cenário de referência e de 4,3% no cenário de mercado, ante 4,1% e 4,6%, respectivamente.

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