11 de agosto de 2022
Prancheta 2@3x (1)

CMM repercute privatização e sobrepreço de quiosques

Vereadores denunciaram durante a sessão plenária de ontem na CMM (Câmara Municipal de Manaus) possível superfaturamento por parte da empresa Piu Invest Empreendimentos e Incorporações S/A, administradora dos boxes e quiosques da Ponta Negra

Vereadores denunciaram durante a sessão plenária de ontem na CMM (Câmara Municipal de Manaus) possível superfaturamento por parte da empresa Piu Invest Empreendimentos e Incorporações S/A, administradora dos boxes e quiosques da Ponta Negra. Os questionamentos partiram de uma matéria publicada em um jornal que afirma o faturamento da concessionária em valor 40 vezes maior do que o previsto em contrato. A denúncia teve início com o pronunciamento do vereador Joaquim Lucena (PSB), que assim como os demais oposicionistas, contestaram o uso do local, afirmando que houve privatização por parte do prefeito Amazonino Mendes (PDT), enquanto os parlamentares da situação defenderam a nova estrutura.
De acordo com o noticiado, o valor de R$ 53,3 milhões, que deve ser repassado à empresa ao longo dos 20 anos de concessão, é 40 vezes maior do que o previsto no contrato, assinado em dezembro de 2011, estimando o número de R$1.337.409. Os dados foram obtidos após informações repassadas pelo diretor-presidente do Implurb (Instituto Municipal de Planejamento Urbano), Manoel Ribeiro.
Lúcia Antony chamou a atenção para o fato de que recursos públicos são usados para fazer a manutenção e a segurança da Ponta Negra, ônus que deveria ser arcado pela empresa que ganhou a concessão para administrar o local. “O que se vê na prática são políticas nefastas que são aplicadas na nossa cidade. O Poder Público gasta dinheiro para manter a Ponta Negra e o Grupo UAI pega o dinheiro para ficar com o lucro. Alguém acredita que daqui a 20 anos, esta empresa vai fazer alguma nova repaginada na Ponta Negra?”, indagou a vereadora.
Segundo o vereador Mário Frota (PSDB), a concessionária é subsidiária ao grupo Uai Shopping, que também venceu a licitação do ‘Camelódromo’, que deveria ser implantado no centro da capital, o que indica a privatização no ponto turístico. “Isso é um jogo de cartas marcadas. É um escândalo, uma bandalheira. Essa empresa pagará pouco mais de 5 mil mensais à Prefeitura para gerar fortunas”, reclamou, ao dizer que o assunto merece ter uma ação popular no MPE (Ministério Público do Estado).
O petista Waldemir José também falou contra o uso indevido dos recursos gerados por meio do comércio e alugueis das bancas, afirmando que Amazonino já reformou a Ponta Negra três vezes. “Já é a terceira vez que o prefeito destroi e reconstrói a Ponta Negra, enquanto temos outras situações que também merecem atenção. A informação do jornal precisa ser devidamente apurada. Devemos saber a veracidade dos fatos”. Waldemir disse que ainda essa semana ingressará com uma ação no MPE, solicitando a fiscalização à empresa Pio e à Prefeitura de Manaus. Em defesa à base, o vereador Luiz Alberto Carijó (PDT) disse que é justo que os locatários paguem pelo uso do espaço.

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