Clodovil deixa partido que o elegeu e vai para PR

Depois de se abster na votação da PEC (proposta de emenda à Constituição) que prorroga a cobrança da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) até 2011, o deputado Clodovil Hernandes (SP) se recusou a revelar como agirá na análise das emendas e destaques à proposta. Mesmo depois de se filiar ao PR, que pertence à base governista, ele disse que será fiel às suas idéias embora admita que poderá ceder seguindo as orientações de sua nova legenda.

“Posso, sim, ceder. É como um casamento: sempre tem de abrir mão, ceder”, disse Clodovil, eleito em outubro passado pelo PTC.

Sinalizando que poderá se candidatar a outros cargos eletivos, Clodovil disse ter “dois projetos políticos”. Mas não quis adiantar quais são eles. “Se eu contar deixa de ser segredo e eu já aprendi quando devo ou não falar”.
Clodovil faz parte do grupo de parlamentares que aderiram ao troca-troca partidário. A maioria está de olho nas eleições de 2008. Pelo calendário eleitoral, os parlamentares que pretendem disputar um cargo em 2008 devem trocar de partido até o dia 5 do mês de outubro.
Elegantemente vestido com um terno preto, que ele mesmo desenhou, usando uma gravata de seda em tom de marrom e bege, Clodovil manteve o estilo polêmico.
Ao ser questionado como seria o comportamento do “velho Clodovil na casa nova”, o deputado reagiu. “Velho, eu? Eu te desafio: vamos tirar a roupa para ver quem está mais jovem? Olha, que eu tenho 71 anos”, disse ele dirigindo-se ao repórter de uma rádio.

O deputado Inocêncio Oliveira (PR-PE) aproveitou a personalidade controvertida de Clodovil para dar as boas vindas para o colega. “O que é ser polêmico? Será defender suas idéias?”, reagiu. “O partido, deputado Clodovil, o recebe de braços abertos”, disse Inocêncio.
O líder do PR na Câmara, Luciano Castro (RR), também saudou Clodovil. Segundo ele, o novo integrante da legenda é “especialmente importante para São Paulo”. “O deputado Clodovil representa sem dúvida a vontade popular, sendo uma figura de respeitabilidade nacional”, afirmou.

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