2 de dezembro de 2021

Clientes do microcrédito sobem de classe social

O programa CrediAmigo, criado há dez anos pelo BNB (Banco do Nordeste), levou a instituição a deter cerca de 65% do mercado de microcrédito no país

O programa CrediAmigo, criado há dez anos pelo BNB (Banco do Nordeste), levou a instituição a deter cerca de 65% do mercado de microcrédito no país. A pesquisa Microcrédito, Dinâmica Empresarial e a Nova Classe Média: Impactos do CrediAmigo, divulgada no último dia 24 no Rio, mostra que o avanço do lucro médio do pequeno negócio servido pelo CrediAmigo é de 35%, com elevação do consumo das famílias de 28% depois da entrada no programa, que não tem subsídios.
O ganho relativo de lucro em um ano de quem é cliente do CrediAmigo, em relação a quem não é, é de 8% , disse o economista Marcelo Néri, chefe do Centro de Políticas Sociais da FGV (Fundação Getulio Vargas), ao divulgar a pesquisa. Segundo Néri, o programa, que tem forte presença no setor informal da Região Nordeste, é uma importante ferramenta de crédito para o pequeno empreendedor brasileiro pela escala que pode vir a atingir. O programa tem hoje 400 mil clientes, mas pode crescer bastante nessa época de crise creditícia.
A pesquisa identificou uma mobilidade social ascendente maior em relação renda familiar entre os clientes do CrediAmigo: 55% dos pequenos empresários que pertenciam classe E e eram clientes do programa ascenderam de classe social, enquanto na média da população, esse número é de 39%. Ou seja, não aumenta só o lucro mas também a renda da família como um todo.
Outra constatação é que há uma nova agenda de política pública no país, combinada com mecanismos de mercado, que pode gerar frutos positivos no curto e médio prazos. Ajuda-se o mercado a funcionar, mas sem tentar substituí-lo, comentou o economista. O CrediAmigo pode ter o tamanho do problema dos microempresários brasileiros, porque boa parte da pobreza está ligada ao setor informal. Se não houver soluções e agenda para lidar com a informalidade, a pobreza vai continuar alta no Brasil, afirmou Néri.
Para ele, o programa representa o caminho do meio para a resolução do problema no país, com qualidade. O CrediAmigo acabou de receber premiação do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) como a melhor instituição de crédito regulado da América Latina em 2008. Falta conhecer para reconhecer e dar escala, sugeriu o economista.

Qual sua opinião? Deixe seu comentário

Anúncio

Compartilhe:

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no telegram
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no email

Siga-nos

Notícias Recentes

JC Play

Podcast

Gostou do Conteúdo? Assine nossa Newsletter

Compartilhe:

Facebook
Twitter
LinkedIn
Telegram
WhatsApp
Email

Compartilhe:

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no telegram
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no email