Clientes do Cinemais enfrentam problemas nas salas de exibição

Problemas com o áudio e condicionadores de ar quebrados, são situações que clientes da rede Cinemais, no Millennium Center, enfrentam há algum tempo. De acordo com os consumidores, a situação se repete há três semanas, sem que a direção do cinema tome qualquer providência. Pagantes que assistiam a filmes como 2012 e Lua Nova saíram da sala no meio da sessão. De acordo com a gerente de marketing do Millennium, Karla Henderson, as pessoas que não ficaram na sala, tiveram seu dinheiro ressarcido. Outras, continuaram no estabelecimento esperando uma outra sessão.
Tudo isto estaria acontecendo nas salas 3 e 8, ambas com alta capacidade de espectadores, onde geralmente são exibidos os principais lançamentos. A estudante de medicina, Marília Azevedo, 22, esteve no dia do ocorrido e foi uma das que sairam antes do final do filme. “Além de pagar caro nos finais de semana (cerca de R$ 18, ingresso integral), a maioria das pessoas que não aguentou o calor e a péssima qualidade do som do filme exibido, ao sair não encontrou ninguém nos guichês de atendimento para prestar qualquer satisfação”, disse indignada.
O gerente do Cinemais, unidade Millennium, Marco Antônio Primo, afirmou que o problema da climatização não durou muito tempo, e que todos os clientes receberam seu dinheiro de volta. Segundo ele, o problema do som vem realmente se estendendo por falta de técnico especializado. O mesmo informou que quarta-feira, 2, é o prazo para o técnico que vem de São Paulo resolver a questão. “Temos o equipamento, mas só faltava deslocar a equipe para fazer o trabalho que necessita de um profissional da empresa autorizada”, ressaltou Primo. O gerente declarou que ao se tratar do som de qualidade baixa, o cliente não tem o direito de receber seu dinheiro pago, visto que o filme ainda pode ser assistido.
O diretor do Procon Amazonas, Guilherme Frederico da Silveira Gomes, discorda da postura do gerente, e disse que o cinema tem o dever de oferecer um serviço compatível pelo qual o consumidor está pagando. “Quando o cliente paga o valor do ingresso, que por sinal é bem caro, está adquirindo uma gama de serviços, que inclui a boa qualidade do som do filme exibido”, ressaltou. Segundo Gomes, no primeiro momento que o cliente se sentir lesado, ele deve guardar o bilhete para comprovar sua presença no estabelecimento. Levar o caso a direção do cinema é a segunda coisa a fazer e, caso não resolva o problema, o consumidor deve procurar um posto do Procon. Para Guilherme Frederico, a melhor resposta do cliente é a escolha por outro prestador de serviço, já que Manaus possui várias opções de cinema.
Karla Henderson confirmou a informação de que o técnico está a caminho e atribuiu o problema dos condicionadores de ar e do som, aos constantes blecautes na cidade. “Com essas quedas de energias, bastante frequentes nesta época do ano, alguns nobrakes não aguentam e acabam desligando o sistema. Por isso alguns aparelhos acabaram deixando de funcionar. Com o som é a mesma coisa, com as quedas, o equipamento acaba ficando desconfigurado, tendo que ser resetado”, explicou.

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