9 de maio de 2021

Cláudio Andrade, artista por natureza

Se a beleza, a sintonia, a calma, as cores, a biodiversidade, a harmonia e a perpetuação da natureza amazônica, utopicamente, um dia dependesse da vontade pessoal de Cláudio Andrade, sua perenidade intocável estaria garantida por todos os séculos.  

As multifaces e multiplicadas cromaquis de nossa estampa cabocla são retratadas em suas obras da forma mais real possível, extirpando os limites até, entre o concreto e o abstrato. Fruto dessa ímpar região, Cláudio representa o chão de onde nasce, através de seus pincéis, a natureza exatamente como era e como muitos sonham em mantê-la. 

O artista nasceu como nascem as suas obras, de forma livre e traços fortes; com cores definidas e envolvido por uma atmosfera que a todos remetem ao imaginário amazônico. Quem o viu perambulando pelo vistoso bairro de Adrianópolis, no início da década de 60, mais precisamente na rua Natal, nem de longe imaginaria que aquele garoto um dia se tornaria um embaixador na arte de traduzir tudo o que a natureza promove ao homem e quão ela é importante para a preservação dos seres vivos no planeta. 

As belas casas, as amplas ruas bem traçadas, as frondosas árvores, os jardins bem conservados, o bucólico cenário urbano do bairro de Adrianópolis, há quase meio século, deve ter ocupado uma significativa parcela na formação deste artista autodidata que, com toda inquietude de criança e os questionamentos típicos de quem busca construir algo capaz de tornar perpétuo tudo que é belo, logo descobriu que não há formas ou fontes onde a beleza se revela de forma mais singela possível, que a própria natureza. 

Ele nasceu com o dom de amar a natureza. Talvez por isso, ainda muito jovem, aos 14 anos de idade, o colégio estadual Sólon de Lucena, nesta capital, foi palco de sua primeira exposição pública. Foi na escola que a intelectualidade orgânica de Cláudio se aflorou.  

Hoje, após décadas dedicadas à arte, seu currículo é recheado de exposições que já estiveram presentes em três continentes. Por onde passou, Itália, Japão, Estados Unidos, França, Alemanha suas obras são nativas contribuições que ajudam a endossar o apelo pela preservação do planeta e, em particular, da nossa Amazônia, da Amazônia do mundo. 

William Scott, crítico de arte norte-americano, certa vez fez publicou elogios à arte desse amazonense. Quer seja na Globo, com Hans Donner, ou na afiliada, com o saudoso Phelipe Daou, ou ilustrando endereços do também saudoso Gilberto Mestrinho, ou de Delfim Neto, Josué Filho, Almir Pazzianoto, Arthur Neto ou do ex-presidente José Sarney, suas obras também encontram destaque em várias outras e importantes pinacotecas nacionais e internacionais. 

O mais interessante das obras de Cláudio não está envolvido pela moldura ou cercado pela paspatur. Ele quer sua arte em todas as casas e classes sociais, ele vê em todas as pessoas, independentemente, de classe hierárquica ou econômica a possibilidade de todos contemplarem e participarem da construção crítica das obras, pois só assim ele se dará por satisfeito se, contudo, concluir uma delas, porque suas obras não tem começo nem fim, tal e qual a natureza, que sempre encontra uma forma de renascer mais bela e altiva possível.       

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