Classes C e D pisam no freio

Grande destaque do modelo econômico brasileiro nos últimos 8 anos – a escalada das classes C e D para níveis médios de consumo, estagnou. É o que mostra pesquisa divulgada pela Kantar Wordpanel nesta semana. O estudo aponta que as medidas adotadas pelo governo para conter os efeitos nocivos da inflação não surtiram os efeitos esperados até agora.
De acordo com o economista da Dimensão – Assessoria Econômica, Cristiano Pereira, a inflação e os preços mais altos começam a ter um forte reflexo no bolso das classes mais baixas que, pela primeira vez desde o início de 2012, apresentam queda no volume de bens de consumo adquiridos.
“O preço médio dos produtos da cesta de compras dessas classes subiu mais em comparação com as outras e, por isso, o volume consumido caiu tanto nos dois primeiros meses de 2013”, explica o especialista.
Entre todas as medidas adotadas pelo governo federal – como a recente revisão da taxa Selic, por exemplo –, duas delas têm o objetivo de incentivar o consumo: a desoneração de produtos da cesta básica e redução da conta de energia elétrica. “No entanto, 2013 começa incerto e com a desaceleração do consumo nítida em todas as classes sociais”, lamenta Pereira.
Com o preço médio em alta, a cesta de alimentos tem queda de 9% em quantidade de itens adquiridos durante o primeiro bimestre do ano e foi a responsável pela queda de toda a cesta de bens de consumo não duráveis monitorada pela entidade. “Nós monitoramos 40 categorias dentro da cesta de alimentos, destas, 14 apresentaram queda em número de produtos adquiridos”, diz o diretor de pesquisa da Kantar no Brasil, Roberto Damasceno.

Manaus

A cesta básica de Manaus subiu 4,55% somente em março de 2013, quando registrou um custo de R$ 328,49 na comparação com R$ 314,18 do mês anterior.
O estudo aponta ainda que a tendência de desaceleração do consumo, que incomodou a economia do país no ano passado, invadiu 2013. “Identificamos que o consumidor brasileiro não quer abrir mão de suas conquistas, produtos de maior valor agregado continuam no carrinho de compras, no entanto, para que esses produtos caibam em seu orçamento eles estão comprando menos e realizando menos visitas aos pontos de venda, principalmente as classes mais baixas”, conta Pereira.

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