Ciro descarta subir palanque com a ministra Dilma Rousseff

Pré-candidato do PSB à sucessão presidencial, o deputado Ciro Gomes (CE) afirmou ontem que está do mesmo lado político da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), pré-candidata do PT, mas não no mesmo palanque.
Ciro disse que se sentiu orgulhoso com o convite apresentado pela petista, mas que não abre mão de disputar a Presidência.

“Dilma foi extremamente lisonjeira, todos sabem da minha admiração, mas eu quero ser candidato. Vamos estar do mesmo lado político, mas não no mesmo palanque”, disse.
Ciro admitiu que o único motivo para recuar de sua candidatura presidencial é a possibilidade do PSB não chancelar o nome dele.

“Eu vou resistir firmemente. Eu quero ser presidente. A única circunstância para eu desistir é se o PSB pedir para retirar meu nome, aí eu aceito docilmente. Agora, se o PSB pedir para eu ser candidato a governador de São Paulo, aí eu vou espernear muito e depois resolver”, afirmou.
Ciro afirmou que sua candidatura é importante porque ele representa o candidato do futuro, enquanto a ministra é a candidato do presente e o presidenciável tucano, o governador José Serra (São Paulo) é o candidato do passado. “Eu vou ganhar a eleição, o Serra é passado, a Dilma é presente e eu sou o futuro”, disse.

Pressionado pelo comando do PT e pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva a disputar ao governo de São Paulo, Ciro deve definir seu futuro político no próximo mês. O deputado disse que se hoje o presidente Lula pedisse para ele deixar a disputa, estaria cometendo um erro gravíssimo. “Se fosse hoje, eu diria que ele estaria cometendo um erro gravíssimo em relação ao futuro do país”, afirmou.

Para o deputado, a possibilidade do PSB ficar sem alianças para dar fôlego a sua candidatura não traz nenhuma preocupação. “Se depender sou candidato ainda que o PSB ainda esteja sozinho, mas não é uma aventura particular minha”, afirmou.

Questionado sobre o resultado da pesquisa CNT/Sensus, divulgada nesta semana, Ciro disse que “ignorou”.
A pesquisa aponta queda do deputado em 6 pontos percentuais em suas intenções de votos na simulação à Presidência da República.

“Pesquisa feita com essa distância (da eleição) tem o valor que tem. Não muda nada. São pistas de um momento em que a população ainda não está ligada no assunto. Há 30, 40 dias a pesquisa dizia outra coisa”, disse.

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