Não é novidade que a indústria cinematográfica foi profundamente afetada pela pandemia da COVID-19. Não só as gravações foram interrompidas para evitar as aglomerações típicas de um set de filmagens, como os cinemas foram fechados, já que uma sala de cinema é basicamente um lugar fechado, com ventilação provida apenas por ar-condicionado e com potencial para aglomerações, seja nas filas, seja dentro das salas. Embora a medida de fechamento proteja os espectadores, milhares de pessoas perderam seus empregos, ou seja, o problema é muito maior que o adiamento da estreia dos títulos mais aguardados.

Meses após o início do isolamento, a situação econômica dos cinemas, sobretudo dos menores, vem se intensificando e, agora, o Brasil começa a tomar as primeiras medidas para reabrir o setor. A notícia chegou através da campanha #JuntosPeloCinema, que apela para o emocional em seu vídeo de divulgação (acima) ao nos fazer lembrar de todas as emoções que o cinema proporciona.

O projeto ainda conta com um manifesto, que tem o mesmo teor do vídeo, e uma série de medidas de segurança que serão tomadas nos cinemas. A campanha garante a utilização de máscaras por parte de todos os funcionários e recomenda (sem impor) que o público também faça uso do equipamento de proteção. Os funcionários serão monitorados e ao menor sinal de sintoma típico da COVID-19 serão encaminhados à assistência médica. Álcool em gel 70% será disponibilizado nas áreas de circulação e recomenda-se que os espectadores façam uso do método de higienização. Nas salas, lugares vazios devem marcar o distanciamento, ou seja, não será possível lotar as salas, que funcionarão com a capacidade reduzida, além de serem higienizadas antes e depois de cada sessão. Por fim, a campanha incentiva a compra de ingressos e outros produtos através da internet, o que também evita filas e aglomerações, sobretudo em cinemas que dispõem de espaços menores.

A campanha #JuntosPeloCinema acaba de ser lançada e não há informações sobre a data em que os cinemas pretendem abrir, já que não configuram serviço essencial e estão sujeitos às determinações estaduais, não federais.

Essas primeiras ações estão sendo mediadas pela Flix Media, empresa especializada em comercialização de espaços publicitários no cinema e que depende diretamente do funcionamento das salas. Na segunda fase da campanha, a Federação Nacional das Empresas Exibidoras de Cinema (Feneec), a Associação Brasileira de Multiplex (Abraplex) e os sindicatos estaduais estarão à frente da comunicação sobre os novos procedimentos de segurança, sobretudo com relação aos espectadores.

A terceira fase é marcada pelo Festival De Volta Para o Cinema, que parece apostar em grandes clássicos para retomar a economia do setor. O Festival foi idealizado por Érico Borgo em parceria com distribuidores e exibidores.

Apesar de todos os anúncios, o site #JuntosPeloCinema não tem datas ou mais informações sobre o Festival, detalhes que devem ser divulgados em breve.

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