Cientistas sociais querem participar mais de políticas

Em maio do próximo ano, o Brasil fará a 4ª Conferência Nacional de Política Científica e os sociólogos, antropólogos e cientistas políticos querem fazer uma “intervenção” maior no debate. A maior participação dos cientistas sociais na agenda pública foi a tônica da abertura, na última segunda-feira, 26, durante o 33º Encontro Anual da Anpocs (Associação de Pós-Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais), que ocorre em Caxambu (MG) até a próxima sexta-feira, 30.
De acordo com a presidente da associação, Maria Alice de Carvalho, “é preciso dar mais uma volta no parafuso da institucionalização da Anpocs” e tornar a entidade, que é “uma federação de programas de pós-graduação” (87 no total), mais ativa na formulação de planos de ação de ciência, tecnologia e inovação para o desenvolvimento. Durante o encontro, haverá uma sessão especial de debates sobre política científica.
Além da política de C&T, a Anpocs quer ter um papel mais ativo na discussão sobre o ensino de sociologia no ensino médio, na reforma da universidade e tratar também da graduação. “Nos preocupamos com o que acontece na pós-graduação, mas hoje a gente percebe que se queremos fazer uma intervenção mais sistemática, teremos que discutir a graduação. Ela causa impacto nos outros níveis de ensino”, disse o secretário executivo da Anpocs Cícero Araújo.

Pouca informação

De acordo com ele, a Anpocs também tem pouca informação sobre o aproveitamento dos cientistas sociais pós-graduados no mercado de trabalho. “Sabemos que até os bancos de desenvolvimento precisam de mais cientistas sociais”, frisou. Aumentar o conhecimento sobre o destino dos cientistas sociais, segundo o dirigente, pode auxiliar na discussão das políticas de Estado.
Para o presidente da Finep (Financiadora de Estudos e Projetos), Luiz Manuel Rebelo Fernandes, os cientistas sociais têm produzido “conhecimento relevante para a formulação das políticas públicas brasileiras”. Conforme ele, a Finep apoiará a Anpocs a ser um “interlocutora mais importante”. O presidente da financiadora imagina uma agenda de pesquisas para os cientistas sociais sobre a mobilidade social, a ampliação de políticas públicas, novos padrões de socialização e o papel do Estado como promotor do desenvolvimento.

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