Cientista avisa que preservação da Amazônia é vital para o equilíbrio

Pensar globalmente e agir localmente foi o recado dirigido aos prefeitos da Amazônia Legal na palestra “Mudanças Climáticas, Amazônia e suas cidades”, proferida pelo pesquisador do Inpa (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia), Niro Higuchi, durante a Cúpula Amazônica dos Governos Locais, na semana passada.
“É hora de começar a desempenhar papel de protagonista das vulnerabilidades municipais e se preparar para adaptações das futuras mudanças climáticas”, alertou.
Para o pesquisador, os governos locais devem entrar no debate sobre a relação entre Amazônia e mudanças climáticas por motivos claros. Um deles está no fato de que a Amazônia pode afetar essas mudanças, principalmente se prevalecer o desmatamento.
“Hoje 70 mil km² já foram desmatados na Amazônia. É preciso proteger as florestas, fazendo isso estaremos defendendo a biodiversidade, pois não haverá riqueza se a floresta não ficar em pé”, argumentou Higuchi.
Por outro lado, as mudanças climáticas também podem afetar a Amazônia e consequentemente outras regiões. Niro Higuchi explica que o maior exemplo vem do regime das chuvas.
Estudos apontam que a chuva na Amazônia depende aproximadamente de 50% do vapor d’água que vem do Oceano Atlântico, mais a vaporização formada dentro da floresta. “Atualmente, 44% do vapor acaba saindo da bacia Amazônica e vai para o Sul e Sudeste do Brasil”, informou.

Campo nacional

O pesquisador comentou que definir o que vem a ser mudança climática é um desafio para todos, até para ele, que já tem mais de 30 anos de estudo na área. Isso porque o conceito ficou comprometido pelos diferentes fenômenos que acontecem no mundo e tem mudado as características de cidades e continentes.
Os exemplos de tal situação vão do aquecimento global que, em 2008, afetou o Festival de Gelo da China, à neve que caiu em Bagdá pela primeira vez depois de quase cem anos.
Em 2009, os exemplos estão no campo nacional. O Rio Grande do Sul sofreu chuvas intensas e, dois meses depois, o mesmo Estado passou por uma grande seca. Mesma situação que vem sendo vivenciada pelos amazonenses, que após meses de um período de cheia agora vem sendo castigados por dias quentes, com temperatura que beiram os 40 graus.

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