Cidades da Amazônia estão entre as piores em ranking de saneamento

Macapá (AP), Belém (PA) e Porto Velho (RO) são algumas das dez cidades da Amazônia que possuem os piores índices de saneamento do Brasil, de acordo com um estudo sobre saneamento básico divulgado na semana passada pelo Instituto Trata Brasil.
A relação, que avalia serviços de saneamento nos 79 maiores municípios do país, mostra o que é feito com o esgoto gerado por 70 milhões de brasileiros.
Porto Velho, por exemplo, que tem 369 mil habitantes, apresenta índice de 0% de esgoto tratado por quantidade de água consumida, de acordo com o estudo.
Em Belém, município com mais de um milhão de habitantes, há apenas 1% de atendimento com serviço de esgoto e Macapá, que possui cerca de 350 mil habitantes, conta com apenas 16% de esgoto tratado por quantidade de água consumida.
Os baixos resultados das cidades amazônicas se repetem em todos os outros indicadores da pesquisa.
Os problemas são antigos. Desde que teve início esse estudo, em 2003, a posição mais alta que Porto Velho obteve foi uma 75ª posição, ainda no primeiro ano contabilizado.
Depois disso a cidade passou dois anos seguidos em último lugar, e desde 2006 apresentou uma “recuperação”, subindo para a 76ª colocação.
Apesar disso, o estudo mostra que entre 2003 e 2007 houve um avanço de 14% no atendimento de esgoto nas cidades observadas e de 5% no tratamento.
Ainda assim, são despejados no meio ambiente 5,4 bilhões de litros diários de esgoto sem tratamento, contaminando o solo, rios, mananciais e praias, com impactos diretos à saúde da população.
Segundo o gerente de desenvolvimento de infraestrutura de engenharia da Secretaria de Planejamento do Estado de Rondônia, Vagner Zacarini, as ações para que a população tenha acesso à água tratada já iniciaram.
“Estamos no oitavo mês de universalização das obras para o acesso à água tratada. Já temos 120 km de rede”, disse.
Para ele, a quase inexistência de políticas para o saneamento na cidade foi devido à falta de leis.
“Há 20 anos os governos federais e estaduais não tinham uma política de saneamento. Agora, com a sanção da lei federal do saneamento, as regras ficaram claras e houve um investimento para o setor. Faltavam regras claras para o setor”, justificou.
A base de dados consultada para apontar esse avanço foi extraída do SNIS (Sistema Nacional de Informação sobre Saneamento), divulgado pelo Ministério das Cidades e que reúne informações dos serviços de água e esgoto fornecidos espontaneamente pelas empresas prestadoras de serviços nessas cidades.

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