Ciclo de sucesso do outsourcing

Recente pesquisa realizada pela IDC, encomendado pela Unisys, aponta as prioridades de negócio das empresas do setor de Finanças para este ano no Brasil. São elas: melhorar a produtividade (para 26,7% dos entrevistados), automatizar os processos (26,7%) e reduzir os custos (13,3%), entre outras.
O resultado revela que as áreas da empresa têm buscado constantemente apresentar uma operação cada vez mais informatizada e altamente produtiva. No setor de Manufatura, por exemplo, as áreas com preferência de investimento são Vendas (22,2%), Produção (16,2%), Logística (11,1%) e Finanças (11,1%).
Pode-se concluir que a TI (Tecnologia da Informação) bem implementada pode ser um decisivo fator de diferencial competitivo e de expansão dos negócios. A discussão nas empresas, porém, é saber se isso deve ser feito internamente ou por meio de um parceiro terceirizado, capaz de atender às demandas tecnológicas.
Convém ressaltar que a utilização de serviços contratados para prover TI exige estratégia. Somente com planejamento, compartilhado com o parceiro, é possível alcançar os objetivos do chamado Outsourcing de TI. E esse item está vinculado a diversos fatores.
O primeiro refere-se à avaliação conjunta – empresa e terceirizado – do projeto de TI a ser conduzido e envolve discussão sobre a viabilidade e, principalmente, a adequação aos negócios da companhia. A manutenção da infra-estrutura, as aplicações a serem implementadas e a negociação dos acordos do nível de serviço são pontos ainda preponderantes.

Em seguida, entra a questão da gestão do projeto, desde os recursos humanos até os demais parceiros que irão se integrar ao desenvolvimento da iniciativa. Aliás, o alinhamento dessa iniciativa de TI com o negócio é extremamente importante para gerar valor à empreitada.
Também há de se avaliar os custos que serão reduzidos, os riscos do projeto e o retorno do investimento. O projeto deve facilitar novas propostas de valor, sugerir estratégia de crescimento baseada em tecnologia e possuir compartilhamento de riscos. Nessas alianças, é bom lembrar, não há receita infalível, mas muita competência para se chegar a um bom termo para ambos os envolvidos.
Corte de custo, foco no core business, melhoria da qualidade do serviço e acesso ao conhecimento lideram o interesse das organizações pelo outsourcing em todo o mundo. A principal métrica para avaliar o nível de serviço é o SLA (Service Level Agreement). Porém, o balanced scorecard e o six sigma são utilizados para medir melhor o impacto dos benefícios intangíveis do outsourcing.
Na área de Finanças, aponta a IDC, a gestão da segurança da informação é uma atividade completamente não terceirizada, talvez porque seja ainda muito crítica para as empresas. O mesmo acontece com as atividades de hosting datacenter e gerenciamento de aplicativos. Já fábrica de software, gerenciamento de telecomunicações e manutenção de softwares são práticas amplamente terceirizadas.
Já na área de Manufatura, o nível de outsourcing é mais acentuado, com exceção das práticas de gerenciamento de aplicativos e hosting datacenter, que ainda são feitas dentro das próprias empresas. Por outro lado, a manutenção de software tem um bom nível de terceirização.
Projetos de TI desenvolvidos para atividades críticas das empresas, como constata a IDC, continuam a ser implementados majoritariamente pelas próprias organizações, sem o auxílio de parceiros. Dúvidas e insegurança em relação à qualidade do serviço prestado são os grandes obstáculos para a terceirização.
Para os provedores que se comprometem em dividir responsabilidades e tornar a iniciativa de TI item fundamental ao negócio da empresa, as inquietações por parte das organizações podem deixar de ser intransponíveis. Basta definir os objetivos do projeto com clareza, avaliar as capacidades internas de TI, a estratégia a ser utilizada, bem como fazer uma adequada avaliação dos parceiros, alinhar as expectativas, considerar os custos ocultos, definir as responsab

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