7 de maio de 2021

Chuvas intensas impactam economia em Manaus

Os índices de chuvas intensas que estão atingindo a capital no mês de novembro, além de impactar a infraestrutura do Estado e trazer consequências para o trânsito, o tradicional  ‘inverno amazônico’, afeta vários setores da economia. O comércio e a construção civil estão entre as áreas que sentem os efeitos do período chuvoso que segue até o mês de abril. 

O comércio, que vêm enfrentado muitas dificuldades estruturais que estão atrapalhando a atividade comercial, como a falta de navio e de container para embarcar mercadorias pesadas, escalada do dólar,  problema de abastecimento nas indústrias produtoras de embalagens, deve encarar o desafio de fraco movimento de  vendas em função das fortes chuvas fator que influencia na circulação de pessoas nas lojas, o que frustra o setor porque diminuiu a demanda, principalmente na área central da cidade. 

O vice-presidente da  Fecomércio (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Amazonas), Aderson Frota, considera ainda que os prejuízos ao comércio num momento de pandemia e num período de sazonalidade em que há uma expectativa de aquecimento nas vendas, vai na contramão das projeções estimadas pelo setor. 

“Não temos um dado com precisão em quanto seria este impacto. O que podemos adiantar que as fortes chuvas da forma que vem a acontecendo atrapalham muito o volume de vendas do varejo, aliás, gera problemas de toda natureza. Dificulta o trânsito. Imobilizam as pessoas e a cidade acaba sofrendo com problemas de infraestrutura”. Inclusive diminui o acesso dos pessoas que costumam ir às compras rápidas em supermercados, farmácias, etc. 

De acordo com Frota, a situação preocupa porque o volume de chuvas, segundo a climatempo, anuncia números acima do esperado no decorrer da semana. O dirigente ressalta que mesmo com todos os gargalos, o comércio permanece otimista. E esperam um crescimento positivo de até 3% nas vendas com as festividades para este ano. 

Para a construção civil, o inverno é sempre uma época ruim para o setor. Quando consegue planejar sai tudo dentro do esperado, mas muitas vezes o atraso na entrega do material fora do programado altera o planejamento da obra. “E quando chegam as chuvas trabalha-se em embaixo d’água, o que impede muitas vezes de concluir uma obra porque precisa da pintura e outros serviços externos. O que resta é a parte de acabamento, pintura, cerâmica, instalações”, afirma o vice-presidente da Ademi, Hélio Alexandre.

Para ele o ano atípico em todos os sentidos fez o setor lidar com a falta de material. “Ou seja, o que a gente programou para o verão acabou alterando a movimentação da obra. Ele explica que quem têm obras no interior constrói no máximo dentro do verão, porque é difícil levar material e dentro do inverno, fica mais difícil o transporte no rio”.   

Volume

Só nesta manhã de quarta-feira, o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), registrou 55 mm de chuvas. Na quarta-feira foram 36 mm. Na terça-feira (24) foi registrado cerca de 70 mm. De acordo com o órgão, a média para o mês de novembro fica entre 120 e 190 m. A previsão é que as chuvas permaneçam com nesta magnitude até abril.

“Vamos manter a permanência de chuvas acima do esperado, ou seja, acima da climatologia nos próximos três meses pelo menos. Estamos sob o efeito de um fenômeno chamado La Niña que altera a condição  de circulação atmosférica induzindo chuvas proporcionando uma condição para ocorrência de chuvas acima do esperado na nossa região”, informou o chefe da Divisão de Meteorologia do Sipam, Ricardo Dallarosa.

Cratera 

Na última terça-feira, uma cratera foi aberta durante um temporal na Avenida Mário Ypiranga, no bairro Adrianópolis, no sentido Centro-Bairro uma das principais vias de acesso da cidade. Na avenida ocorre um afunilamento, motoristas que contavam com três faixas, só podem usar duas o que congestiona o trânsito refletindo em todo tráfego da cidade. A Prefeitura de Manaus deu um prazo de 15 a 20 dias para que o problema no trecho seja resolvido. 

A abertura de uma outra cratera atingiu parte da Avenida Rio Negro, no Mauazinho, zona Leste de Manaus. Equipes da Defesa Civil trabalham no local. De acordo com a Defesa Civil, a tubulação se rompeu por causa da força das águas da chuva, fazendo a pista ceder. Os funcionários devem retirar a terra para alcançar a tubulação e, posteriormente, fazer os reparos.

Por dentro

Outros pontos da cidade tem apresentado problemas ocasionados pelas chuvas.Desabamento, erosões de casas, deslizamento de barrancos e tombamento de árvores estão entre as ocorrências registradas pelo órgão. 

As obras de estreitamento de vias na área do Distrito Industrial também tem causado retenção no tráfego. 

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