Chocolate de marca própria pode ter preço até 30% mais baixo

“O consumidores têm procurado opções diferenciadas que aliem preço e qualidade”, afirmou a presidente da Abmapro (Associação Brasileira de Marcas Próprias e Terceirização), Neide Montesano. “Como o foco prin­cipal da Páscoa são as crianças, a estratégia nesta Páscoa, a exemplo dos anos anteriores, é vender ovos repletos de brindes criativos, desde rádios AM e FM, miniventiladores, bijuterias, jogos eletrônicos até vale-ingresso para o Hopi Hari”, revelou a executiva da Abmapro.
No entanto, a indústria brasileira de chocolate, de olho em outros nichos de consumidores, não mirou exclusivamente a criançada, há opções para todos os públicos: os mais tradicionais, com restrição alimentar, para os quais foram desenvolvidos itens diet e light e até sem lactose, e ainda àqueles com preferências especiais por produtos mais refinados, embalagens especiais ou chocolates com alto teor de cacau.
Além dos ovos de marca própria, os supermercados vão oferecer uma linha completa com dezenas de itens, de barras de chocolate, bombons e colombas a azeites e vinhos nacionais e importados.

Valores
em conta

Se o chamariz para as crianças e adolescentes são os brindes, para os pais, o produto de marca própria está relacionado diretamente ao bolso, já que chegam às lojas das redes Carrefour, Pão de Açúcar, Wal-Mart e Makro com preços até 30% mais em conta do que os das marcas famosas.
De acordo com a Apas (Associação Paulista de Su­permercados), os preços dos ovos de Páscoa em geral estão, em média, 5% mais caros do que no ano passado. Apesar desse aumento para o consumidor, a Apas prevê um crescimento das vendas entre 3% e 5% em relação a 2007.
A expectativa das maiores redes é grande em relação à venda de produtos de marca própria na Páscoa deste ano. O Pão de Açúcar espera um aumento de 30%; o Makro, de 10%, e o Carrefour, onde 22% (1,8 milhão de unidades) dos ovos à venda são de marca própria, 10%. O Wal-Mart não revela a expectativa do faturamento.

Posição no
ranking

O Brasil é o quarto maior produtor de chocolates do mundo, segundo a Abicab (Associação Brasileira da Indústria de Chocolate, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados). A entidade previu que a produção industrial de ovos de Páscoa deve crescer em 2008 em torno de 7% em relação ao ano anterior e deve alcançar 22,9 mil toneladas, que correspondem a mais de 100 milhões de ovos.
“Pesquisas mostram que os clientes têm preferido ­marcas próprias pelo preço e pela qualidade, o que comprova a confiança nos produtos que levam o nome do varejista e de marcas exclusivas”, disse Neide Montesano.

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