16 de abril de 2021

China diz que pressão dos EUA por apreciação do yuan é “insensata”

Porta-voz do ministério das Relações Exteriores, Jian Yu, alertou ontem que Estados Unidos está criticando a taxa de câmbio do yuan

A porta-voz do ministério das Relações Exteriores da China, Jiang Yu, disse ontem que a pressão norte-americana pela apreciação do yuan é “insensata e míope”, em resposta a comentários feitos ontem pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, de que o país não teria feito o suficiente para elevar a cotação da moeda.
“Recentemente, tem havido comentários não harmoniosos nos Estados Unidos criticando a taxa de câmbio do yuan”, disse Jiang, por meio de uma nota divulgada pelo ministério. Ela acrescentou que alguns nos EUA estão “considerando a utilização de todos os meios possíveis para pressionar a favor da apreciação do yuan. Isto é insensato e míope”, afirmou na nota.
A tensão entre os EUA e a China tem aumentado em relação ao yuan, com muitas autoridades e legisladores nos EUA dizendo que a apreciação da moeda chinesa desde 19 de junho, quando o país disse que aumentaria a flexibilidade do yuan, tem sido insuficiente. Foram apresentadas leis no Congresso norte-americano para cobrar impostos sobre as importações chinesas se o país não permitir uma apreciação de sua moeda.

Encontro com presidente

Obama disse ontem em entrevista à rede de notícias CNBC, que a moeda chinesa é um “problema real” e que os Estados Unidos pressionaram o país para deixar o yuan subir. Obama deve se reunir com Wen na quinta-feira. “Eles disseram sim na teoria, mas na verdade não fizeram tudo o que era necessário ser feito”, disse Obama.
Jiang repetiu que a apreciação do yuan não irá resolver o deficit comercial dos Estados Unidos, acrescentando “haver um considerável consenso sobre isso dentro dos EUA”.
Na nota, a porta-voz diz ainda que a China e os Estados Unidos deveriam centrar foco na consolidação da recuperação econômica e que os EUA, como emissor de moeda de reserva, deveria seguir implementando políticas fiscais e monetárias responsáveis, além de manter a estabilidade das principais taxas de câmbio, contribuindo, dessa forma, para a recuperação econômica global.
Ontem o yuan subiu pelo nono dia seguido contra o dólar no mercado local, após o banco central chinês novamente fixar a paridade dólar/yuan em nível recorde de baixa. Desde 19 de junho, o yuan subiu 1,9% contra o dólar.

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