Cheques sem fundos tem alta

O percentual de cheques devolvidos em março deste ano foi o maior desde maio de 2009, puxado pelas despesas sazonais do mês -como a última parcela do IPVA e o parcelamento das despesas escolares -e a maior inflação nos alimentos -que reduz o poder aquisitivo dos salários.
Foram devolvidos 1,59 milhões dos 67,3 milhões de cheques emitidos em todo o país, 2,36% do total, segundo dados da Serasa Experian divulgados ontem.
O resultado do mês passado é superior às taxas de devolução de fevereiro (1,90%) e março (2,19%) do ano passado, e só é menor que o de maio de 2009, quando o percentual de cheques sem fundo em relação aos emitidos atingiu 2,52%.
No acumulado do ano, a taxa média de devolução é de 2,09%, valor acima dos 2,04% do primeiro trimestre de 2012.
Entre janeiro e março de 2013, Roraima foi o Estado com o maior percentual de cheques sem fundos (13%), seguido por Acre (9,84%), Sergipe (9,07%), Piauí (8,31%) e Maranhão (7,50%).
Os Estados onde a proporção de cheques devolvidos foi menor no trimestre foram São Paulo (1,50%), Amazonas (1,55%), Rio de Janeiro (1,57%), Mato Grosso do Sul (1,72%) e Santa Catarina (1,92%).
Por região, a com menor proporção de calote com cheques foi a Sudeste (1,64%), seguida por Sul (2,09%), Centro-Oeste (3,01%), Nordeste (3,96%) e Norte 4,42%).

Taxa de juros

Analistas do mercado financeiro reduziram a projeção para a taxa Selic no fim deste ano, de 8,50% para 8,25%, segundo o o boletim Focus, do Banco Central, divulgado ontem. A mudança ocorre após a decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) do BC em elevar em 0,25 ponto percentual a taxa de juros, para 7,50% ao ano, na semana passada.
A taxa de juros é o instrumento utilizado pelo BC para manter a inflação sob controle ou estimular a economia. Se os juros caem, a população tem maior acesso ao crédito e consome mais. Este aumento da demanda pode pressionar os preços caso a indústria não esteja preparada para atender um consumo maior e resultar em inflação.
Se os juros sobem, a autoridade monetária inibe consumo e investimento -que ficam mais caros-, a economia desacelera e evita-se que os preços subam. Os economistas elevaram ligeiramente a perspectiva para a inflação neste ano de 5,68% para 5,70%.

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