Cheque sem fundo diminui 3,29% em março

Março apresentou queda de 3,29% na emissão de cheques sem fundo no Amazonas. O Estado é o quinto do Norte na emissão de títulos sem fundo, conforme registrou a pesquisa da Serasa Experian de cheque sem fundo. Além desta alta, a região Norte foi a que teve maior percentual de devolução de cheques nos três primeiros meses de 2011, com 4,03%.
O saldo de março ficou entre o resultado de janeiro e fevereiro deste ano. No primeiro mês de 2011, o Amazonas teve 3,1% dos cheques devolvidos, ao passo que no período seguinte o número passou para 3,3%.
Para cada mil cheques que tiveram a segunda devolução em março, um pouco mais de sete mil foram recusados pelos bancos.
Ainda em relação aos títulos devolvidos, os sete mil cheques sem fundo representam a maior quantia dos últimos dez meses. As maiores altas foram em março de 2010 e em dezembro de 2009, com 8,4 mil e 8,3 mil, respectivamente.
Houve também aumento no número de cheques compensados em março, com 215,9 mil títulos aprovados. Dentre os Estados do Norte, o Amazonas não é o local com maior número de cheques compensados. Pará e Roraima são historicamente os lugares onde os títulos são mais utilizados e aproveitados no mercado. No Pará, por exemplo, foram quase 700 mil e em Roraima, 423 mil.
Enquanto por aqui houve refração nos cheques sem fundo, no restante do país a inadimplência continua apresentando elevação.
Em março, foram devolvidos 2,13% de cheques, em compensação, em fevereiro, o percentual de devoluções havia sido de 1,83% e, em janeiro, de 1,70%.
Apesar dos avanços mensais verificados, o primeiro trimestre de 2011 registrou o menor número de cheques devolvidos para o período nos últimos seis anos. De janeiro a março, houve 1,89% de devoluções de cheques. Em 2005, em igual período, este percentual havia sido de 1,74%.
Os economistas da Serasa Experian avaliam que a inadimplência com cheques cresceu em março em razão da sazonalidade e dos eventos econômicos.
O terceiro mês do ano é caracterizado por fortes pressões sobre o orçamento familiar, provocadas por despesas como pagamento de parcelas do IPVA, do material escolar e os gastos com férias e carnaval.

Inflação e menor crédito influenciam

Além disso, os economistas acreditam que em 2011 os fatores conjunturais, como o aumento da inflação, que reduz o poder aquisitivo do consumidor, e o aperto monetário, fundamentado nos juros altos para controle dos preços, o que também encarece o crédito, irá pesar nos resultados a serem divulgados nos próximos meses.
Quem usa ainda o talão de cheque deve ter cuidado porque se eles forem apresentados ao banco por duas vezes e não contiverem fundos para que possam ser pagos, o nome da pessoa que emitiu o documento irá para o CCF (Cadastro de Emitentes de Cheques sem Fundos) no BC (Banco Central).
O Banco ficará proibido de fornecer talões de cheques. Além disso, a Instituição poderá decidir por encerrar a conta do emitente, e outros bancos poderão se negar a abrir uma conta da pessoa que forneceu o cheque.
A restrição também poderá dificultar o acesso ao crédito de qualquer natureza.

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