28 de junho de 2022
Prancheta 2@3x (1)

Cheia muda rotina na área central de Manaus

Andreia Leite

Insta: @andreia-leite  Twitter: @JCommercio

Na tentativa de garantir a trafegabilidade das pessoas e manter o comércio acessível na rua dos Barés, o IMMU (Instituto Municipal de Mobilidade Urbana) interditou a via para passagem de veículo e atuará no desvio do trânsito. O local é um dos primeiros que sentem o reflexo da subida das águas no período do inverno. 

De acordo com a Prefeitura de Manaus, a medida é necessária por conta do avanço do nível das águas na rua. A cheia deste ano já tem causado alagação e comprometido a circulação de veículos no entorno.

“A interdição do tráfego vem sendo monitorada pelos agentes de trânsito do IMMU, que diariamente fazem rondas para constatar as alagações e a dificuldade de fluxo de veículos no local”, informou o Município, ao anunciar a interdição.

Além da interferência no trânsito, a Defesa Civil Municipal deu início a construção de pontes na localidade.Serão instalados cerca de 900m de plataformas e pontes na parte histórica da cidade abrangendo a antiga estação e o porto de Manaus, além da rua dos Barés e adjacências. 

O secretário executivo da Defesa Civil do município, coronel Fernando Júnior, explicou que por conta do grau de severidade o órgão trabalha no mesmo plano realizado no ano passado. “Nós temos um levantamento onde 4 mil famílias poderão ser afetadas por conta da cheia. Nós temos 19 bairros só na capital que também estão na mesma estimativa”. 

“Nós estamos monitorando e acreditamos que este ano o rio Negro não vai ultrapassar os 30 metros, mas 29 metros já causam impactos e transtornos à vida social da comunidade. O nosso trabalho será o mesmo do ano passado, buscando assistir todas as famílias que poderão ser desalojadas ou desabrigadas, com o apoio da Semasc (Secretaria Municipal da Mulher, Assistência Social e Cidadania).”

Segundo ele, já foram mais de três  mil metros de madeiras construídas em pelo menos 12 bairros para garantir o acesso às moradias das pessoas. Há também um cadastro através Semasc onde estão catalogando o  número de famílias para fazerem parte do plano social da Prefeitura Municipal de Manaus. “Há ainda um trabalho de outras secretarias em resposta a este desastre com grande magnitude como garantia aos serviços essenciais para que a população não seja tão afetada. O trabalho da Defesa Civil destas construções vai até o ápice da cheia que deve acontecer até a segunda quinzena do mês de junho”. 

Varejo

Os lojistas da área também se preparam para evitar maiores perdas e também começam a suspender as mercadorias sob marombas. Na segunda-feira, o Jornal do Commercio conversou com alguns comerciantes que trabalham naquela área que estão em alerta com a subida das águas.

O comerciante Aluizio Mato Grosso,  lembra que há sete anos convive com a situação e que o cenário do comércio na área se repete todos os anos. “É bem difícil conviver com esse transbordamento. A cada ano a cheia representa uma queda maior para quem trabalha nessa área. Ano passado tivemos perdas de 30%.  Ninguém que transitar por vias alagadas”. Além do impacto no fluxo dos clientes,  a atividade de carga e descarga de mercadorias também são afetadas porque não tem condições de estacionar para abastecer.

Por dentro

Na cota do rio Negro hoje, 29,16m cerca de 88 centimetros abaixo da cota historica de 2021 11 bairros já apresentam pontos de alagação desses, 9 a defesa civil de Manaus já está trabalhando na construção temporária de pontes para garantir a acessibilidade das famílias afetadas, garantindo o direito de ir e vir da população sem tanto percalços por conta da invasão das águas dos rios nas comunidades e bairros da capital.

Bairros já afetados com o avanço das águas do rio Negro por conta do transbordamento (Cheia): Jardim Mauá, Mauazinho, Colônia Antônio Aleixo, Puraquequara, Tarumã, Educandos, São Jorge, Santa Luzia, Presidente Vargas e Centro de Manaus.

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