Cheia afeta produção de juta e malva

A agricultura amazonense segue sendo castigada pelas cheias. Depois de um 2012 com números alarmantes, 2013 segue dando prejuízos aos agricultores do Estado que buscam mais créditos e renegociações de dívidas para se manterem no mercado. Dados da FAEA (Federação de Agricultura e Agropecuária do Estado do Amazonas), revelam que, no que diz respeito a fibra, juta e malva, mais de 50% da safra foi perdida neste ano, o que eleva o preço para os consumidores.
“É um momento complicado para o Amazonas, estamos acompanhando o andamento da situação e formalizando as instituições de créditos para que aja renegociação das dívidas rurais dos produtores e a concessão de linha de crédito especial para que esses produtores se mantenham no mercado”, comenta o Presidente da FAEA, Muni Lourenço.
Muni Lourenço explica que havia uma expectativa de recuperação para esses agricultores esse ano, em virtude dos prejuízos causados pela maior cheia da história do Amazonas em 2012, quando o Rio Negro chegou a atingir 29,97 metros. Com isso os agricultores estão sentindo muito os prejuízos causados pela chuva, mesmo com uma cheia sem tanta gravidade não estão conseguindo arcar com as dívidas feitas no ano passado. “Ainda que não seja como 2012 ainda impacta diretamente milhares de produtores rurais amazonenses, principalmente as frutas, hortaliças e fibras”, comenta. A pecuária também acaba sendo afetada devido ao gasto realizado com transporte do rebanho, gerando custos extra com alimentação e aluguel de pastagens.
Em reunião realizada na manhã de ontem a FAEA solicitou ao IDAM (Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas) que seja feito um levantamento de todas as áreas quanto ao prejuízo gerado com as cheias em cada município. “Estive hoje de manhã com o Edimar Vizolli (presidente do IDAM), e solicitei esse estudo, por que precisamos ter um conhecimento cada vez mais aprofundado para nos prepararmos para os próximos anos”, conta.

Alimentos caros

Da última semana de abril até a última semana de março, vários produtos advindos da agropecuária amazonense elevaram seus preços devido a baixa safra. O maço de alface por exemplo que poderia ser encontrado por até R$1,50 na cidade até o dia 26 de abril, encerrou março custando em média R$2,50. O couve custava em torno de R$0,50, agora não é encontrado por menos de R$ 1,50 na cidade. Os dados são do IDAM em parceria com a FAEA.
Muni Lourenço explica que enquanto a cheia persistir os preços devem permanecer crescendo. “Há uma alta grande no preço das hortaliças. Mas as frutas como mamão, melância, banana, também tendem a subir de preço em virtude dessa diminuição da oferta provocada pelas cheias”. Para exemplificar podemos observar que o quilo do mamão que custava em média R$2,50 em abril, agora custa em torno de R$ 3,00. A unidade da melância também subiu de R$5,00 para R$ 6,00, por exemplo.

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